Sul-coreanos viajam ao norte para rever familiares

Centenas de famílias coreanas separadas há mais de meio século pela guerra entre as Coreias do Norte e do Sul reuniram-se neste sábado, um dia depois de uma troca de tiros entre tropas dos dois países.

AE, Agência Estado

30 de outubro de 2010 | 17h58

"Achei que você estivesse morto. Mamãe sentia muitas saudades suas", disse o sul-coreano Lee Min-gwan, de 61 anos, ao pai, o norte-coreano Ri Jong Ryol, de 90 anos, que respondeu: "não esqueci de você em nenhum dia dos últimos 60 anos."

Lee estava entre os 436 sul-coreanos que viajaram de ônibus para uma região turística da Coreia do Norte para rever 100 parentes norte-coreanos. Na quarta-feira, aproximadamente 200 norte-coreanos farão uma viagem para o mesmo local, a fim de rever seus parentes do sul.

A Coreia do Norte propôs as reuniões - as primeiras em mais de um ano - numa aparente tentativa de amenizar a tensão provocada pelo afundamento de um navio militar da Coreia do Sul. Os norte-coreanos negaram envolvimento no incidente, mas uma investigação internacional concluiu que foi um torpedo da Coreia do Norte que afundou a embarcação, matando 46 pessoas.

Mais de 20.800 famílias tiveram breves reuniões pessoalmente ou por videoconferência desde uma cúpula entre as Coreias em 2000. Em condições normais, os cidadãos dos dois países não podem trocar correspondência ou telefonemas.

Milhões de famílias coreanas foram separadas após a divisão da península coreana em 1945 e pela Guerra da Coreia, que durou de 1950 a 1953. O reencontro com os parentes é algo muito comovente para os participantes, já que grande parte deles são idosos que desejam rever entes queridos antes de morrerem. As informações são da Associated Press.

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