Sul das Filipinas entra em alerta contra novos atentados

As forças de segurança e o Exército filipino estão em alerta na ilha de Mindanao, no sul do país, diante da possibilidade de mais atentados como o de segunda-feira, que matou 12 pessoas na província de Cotabato.Técnicos encontraram mais uma bomba em Makilala, o mesmo povoado onde aconteceu o massacre durante a realização de uma festa popular.O coronel Ruperto Pabustan, chefe da Brigada 602 de infantaria, disse que os especialistas localizaram uma bolsa com dois morteiros de 81 milímetros, com um telefone celular e uma pilha de 9 volts."Os autores pretendiam matar o maior número de pessoas possível", disse Pabustan. Ele acrescentou que o celular tinha mais de 20 chamadas não atendidas, que deveriam ter detonado a carga, o que não aconteceu por alguma falha.O governador de Cotabato do Norte, Emmanuel Pinol, acusou a Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI) pela explosão que causou a morte de 12 pessoas e feriu dezenas na noite de segunda-feira. Mas o porta-voz da guerrilha muçulmana, Eid Kabalu, negou a acusação. "Não usamos a violência para lutar por nossa causa", disse."As negociações com o governo estão estagnadas, mas o cessar-fogo continua", acrescentou Kabalu.Pabustan opinou que o atentado em Makilala e outra explosão, que feriu cinco pessoas, horas antes, no povoado de Tacurong, na província de Sultan Kudarat, podem ser obra da Jemaah Islamiya, um grupo terrorista indonésio relacionado à Al Qaeda, e do Abu Sayyaf, organização radical filipina também vinculada à rede terrorista.As primeiras investigações sugerem que os atentados foram uma vingança pela detenção, na semana passada, da mulher de um dos terroristas indonésios mais procurados, Dulmatin, considerado o cérebro dos atentados de quatro anos atrás na ilha de Bali, nos quais morreram 202 pessoas.A Embaixada dos Estados Unidos informou que havia "informação confiável" de que um grupo terrorista planejava atentados com explosivos na região central de Mindanao.As autoridades filipinas sabem há vários anos que pelo menos 30 terroristas da Jemaah Islamiya atuam no país, amparados por muçulmanos fundamentalistas e grupos armados como o Abu Sayyaf.

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