Andrew Caballero-Reynolds/Pool Photo via AP
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Sultão de Omã morre sem deixar herdeiros após meio século no poder

Qaboos bin Said al-Said, de 79 anos, chegou ao poder em 1970, depois de aplicar um golpe em seu próprio pai, Said bin Taimur; seu governo no Golfo Pérsico foi o primeiro a estabelecer laços diplomáticos com Israel

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2020 | 23h08

CAIRO - O sultão do Omã, Qaboos bin Said al-Said, morreu na noite desta sexta-feira, 10, aos 79 anos, sem deixar herdeiros ou sucessor para o posto que ocupou desde 1970. A notícia da morte foi confirmada pela ONA, a agência estatal do país, em nota divulgada na madrugada de sábado (data local).

"Com corações que acreditam no destino de Deus e com toda a tristeza que temos com a situação completa da ordem de Deus, o Sultanato anuncia a morte do sultão Qaboos bin Said al-Said, que foi escolhido por Deus para estar com ele nesta sexta-feira", anunciou a ONA.

A agência, que não deu detalhes sobre as causas da morte do sultão, anunciou que haverá três dias de luto em Omã e suspensão das atividades tanto no setor público como no privado. As bandeiras do país serão hasteadas a meio mastro por 40 dias.

O estado de saúde de Qaboos era sensível e mantido em segredo, exceto por algumas viagens que ele fez ao exterior para realizar tratamentos médicos.

Qaboos chegou ao poder em 1970, depois de aplicar um golpe em seu próprio pai, Said bin Taimur. Ao sultão é atribuída a modernização e o desenvolvimento do país, que não conta com grandes reservas de petróleo como os demais vizinhos do Golfo Pérsico.

Venerado em Omã, pouco se sabe da vida privada de Qaboos, que nunca se casou ou teve filhos. Ele também não indicou publicamente entre seus parentes um possível candidato a sucedê-lo.

Posição neutra

Omã conseguiu se manter à margem dos conflitos no Oriente Médio ao adotar uma posição neutra ao lidar com Arábia Saudita e Irã, os principais rivais regionais.

O país, inclusive, mediou diálogos entre representantes dos dois vizinhos para tentar pôr fim ao conflito no Iêmen.

Além disso, governo de Qaboos foi o primeiro do Golfo Pérsico a estabelecer laços diplomáticos com Israel. / EFE

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