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Sumiço de ex-detento sírio preocupa EUA

O sírio deixou o território uruguaio em data incerta e suspeita-se que ele tenha cruzado a fronteira com o Brasil, evitando controles de imigração; seu paradeiro é desconhecido

O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2016 | 20h07

WASHINGTON - O governo dos EUA manifestou nesta quinta-feira, 7, preocupação com o desaparecimento do ex-detento de Guantánamo Jihad Ahmad Deyab, de 44 anos, transferido da prisão na base americana para o Uruguai pela administração Barack Obama. Um deputado republicano afirmou que Deyab poderia estar no Brasil ajudando outros extremistas a planejar um ataque contra os Jogos Olímpicos do Rio.

O sírio deixou o território uruguaio em data incerta e suspeita-se que ele tenha cruzado a fronteira com o Brasil, evitando controles de imigração. Seu paradeiro é desconhecido. Na quarta-feira, fontes do setor de inteligência brasileiro afirmaram que ele foi barrado em maio pela Polícia Federal na cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul, que faz fronteira com o Uruguai. 

“Teria preferido que tivesse ficado no Uruguai com os outros cinco detidos” de Guantánamo, transferidos como refugiados àquele país, admitiu ontem Lee Wolosky, enviado especial do Departamento de Estado para o fechamento da prisão. Ele deu a declaração durante uma audiência na Câmara dos Deputados dos EUA, em resposta às muitas críticas de congressistas republicanos.

Jeff Duncan, deputado da Carolina do Sul, alertou que Deyab é “um membro da Al-Qaeda”, especialista em documentos falsos, que “talvez” agora esteja ajudando outros extremistas, “talvez do EI”, a entrar nos EUA ou a atentar contra os Jogos do Rio. / AFP 

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