REUTERS/David Moir (BRITAIN)
REUTERS/David Moir (BRITAIN)

Sumiço de Madeleine McCann completa 10 anos sem respostas

De 2007 até hoje, Maddie foi 'vista' 8.865 vezes e em 101 países, incluindo a Itália, onde foi confundida com uma sem-teto, mas todas as pistas eram falsas       

O Estado de S. Paulo

03 Maio 2017 | 05h00

LISBOA - Era 3 de maio de 2007 quando a pequena Madeleine McCann, chamada de "Maddie" por seus pais, desapareceu de um apartamento na Praia da Luz, em Portugal, dando início a um dos casos policiais mais célebres do século 21.       

Desde então, passados exatos 10 anos do sumiço, o destino da menina britânica continua um mistério, apesar dos apelos de papas e presidentes e da onda de comoção que tomou conta do mundo. De 2007 até hoje, Maddie foi "vista" 8.865 vezes e em 101 países, incluindo a Itália, onde foi confundida com uma sem-teto, mas todas as pistas eram falsas.       

Madeleine desapareceu 10 dias antes de completar 4 anos e hoje estaria perto dos 14. Loira e de olhos azuis, a menina estava com os dois irmãos gêmeos, Sean e Amelie, então com 2 anos, em um apartamento alugado pelos pais, os médicos britânicos Kate e Gerry McCann, para a família passar férias na região portuguesa de Algarve.       

Naquela noite, o casal saiu para jantar com três casais de amigos em um restaurante próximo e deixaram as crianças sozinhas no imóvel. Quando voltaram, Maddie tinha sumido sem deixar rastros.       

Os McCann sempre suspeitaram de um rapto, e as primeiras investigações tinham como suspeito o britânico-português Robert Murat, que morava perto do apartamento. Depois, a Polícia Judiciária suspeitou que os próprios pais tivessem ocultado o corpo da menina após ela ter morrido acidentalmente.       

Cães farejadores chegaram a identificar traços de Madeleine no quarto, mas nunca encontrou-se um eventual cadáver. Kate e Gerry iniciaram então uma campanha internacional para achar sua filha, que passou a ser procurada também pela Scotland Yard, a Polícia Metropolitana do Reino Unido.       

No entanto, após terem desembolsado € 15 milhões, as autoridades britânicas também não apresentaram nenhum resultado concreto. "É um caso único na história de Portugal", admitiu o diretor-adjunto da Polícia Judiciária da nação lusitana, Pedro do Carmo.       

Oficialmente, as buscas continuam. Na semana passada, o delegado-assistente para operações Especiais da Scotland Yard, Mark Rowley, disse que ainda seguia "linhas de investigação cruciais" sobre o paradeiro de Maddie, porém sem entrar em detalhes para não atrapalhar o andamento do inquérito.       

Ainda assim, começam a surgir notícias de que a Polícia Metropolitana, cansada de tantos insucessos, possa colocar um ponto final no caso, condenando Madeleine McCann a um mistério definitivo. / Ansa 

 

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