Sunitas criam "triângulo da morte" no Iraque; xiitas reagem

Um líder religioso xiita, Abu Qusai troca seu tradicional traje negro por um abrigo de ginástica e o turbante branco por um boné de beisebol, em um esforço para escapar com vida do que ficou conhecido como "triângulo da morte". A região se tornou uma zona de matança para xiitas, ocidentais e membros das forças do governo iraquiano: líderes sunitas locais pagam prêmios em dinheiro por morte. Estende-se entre as cidades de Youssifiyah, Latifiyah e Mahmoudiya, e contém as rotas mais rápidas entre Bagdá e os santuários xiitas de Najaf e Kerbala.Bayan Jaber, representante do maior partido político xiita do Iraque, disse que há uma semana cinco xiitas que viajavam entre Najaf e Diyala entraram no "triângulo" e foram mortos. Os assassinos exigiram - receberam - US$ 15.000 das famílias das vítimas para devolver os corpos. De acordo com Jaber, líderes rebeldes estabelecidos na área pagam prêmios de US$ 1.000 pela morte de um xiita, US$ 2.000 por um soldado da Guarda Nacional iraquiana e US$ 4.000 por um americano.Fuzileiros navais americanos operam na área, e receberam, neste mês, o reforço de um regimento britânico. Pouco depois de chegar, os britânicos perderam três soldados num atentado suicida. Moradores locais dizem que vêm sendo distribuindo folhetos ameaçando de morte os sunitas que arrendam terra para agricultores xiitas.Em reação, os xiitas começam a se rearmar e reorganizar. Em Basra surgiu um grupo chamado "Brigadas do Ódio" para proteger os xiitas de toda ameaça. Dheya al-Mahdi, um dos líderes da brigada, disse que autorizará operações de vingança contra os sunitas.

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