Superávit comercial chinês já supera US$ 185 bilhões em 2007

Analistas assinalam que comércio exterior do país chegará a US$ 2 trilhões, acima dos US$ 1,76 trilhão de 2006

EFE

12 de outubro de 2007 | 07h00

O superávit do comércio exterior chinês alcançou US$ 185,650 bilhões nos nove primeiros meses de 2007, o que já supera o número total de 2006 (US$ 177,470 bilhões), informou nesta sexta-feira a agência estatal de notícias "Xinhua". Entre janeiro e setembro, as exportações subiram a US$ 878,2 bilhões (27,1% a mais que no mesmo período de 2006), enquanto as importações também aumentaram, mas a um ritmo menor, 19,1% (US$ 692,6 bilhões). Só em setembro, o superávit chegou a US$ 23,910 bilhões, 56,3% a mais que no mesmo mês do ano passado, de acordo com os números publicados pela Administração Geral de Alfândegas. Analistas citados pela imprensa oficial assinalam que este ano o comércio exterior da China - terceira maior economia do mundo em volume de comércio - chegará a US$ 2 trilhões, acima dos US$ 1,76 trilhão de 2006. O forte déficit comercial de economias como da União Européia e Estados Unidos com a China está causando nos últimos anos graves tensões entre Pequim e seus maiores parceiros, em setores como o têxtil, o aço, a alimentação ou o calçado. Os vários escândalos surgidos com a retirada do mercados de produtos fabricados na China - desde brinquedos a comida para animais e pastas de dentes - poderiam ser fruto desta crescente tensão. Tanto Washington como Bruxelas exigiram de Pequim que, para reduzir o déficit comercial, flexibilize o câmbio de sua moeda, o iuane, que segundo economistas ocidentais se mantém a um preço baixo de forma artificial por parte da China, a fim de promover suas exportações. Ao mesmo tempo, os dirigentes chineses prometem uma mudança progressiva na estrutura do comércio exterior do país, concentrando-se menos na exportação de grandes quantidades de produtos a baixo preço e começando a vender ao estrangeiro maior qualidade, com mais artigos de setores como o tecnológico.

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