AP Photo/Charles Krupa e AP Photo/Patrick Semansky
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Superterça pode encerrar corrida, diz Cruz

Ele e Marco Rubio divulgaram suas declarações de renda e desafiaram o magnata a fazer o mesmo

O Estado de S. Paulo

29 de fevereiro de 2016 | 07h00

WASHINGTON - O senador republicano Ted Cruz, segundo colocado nas pesquisas do Partido Republicano, admitiu ontem ao programa Face the Nation que se Donald Trump conquistar vitórias com grande margem na votação de amanhã, na Superterça, talvez nada mais possa impedir sua indicação. Trump vai às urnas como o favorito em 8 dos 12 Estados que terão prévias amanhã. Os dois estão na disputa pela candidatura republicana. 

Cruz, que duela com outro senador, Marco Rubio, a posição de principal desafiante a Trump, afirmou ser ele o único capaz de deter o magnata. “Se você olhar para os Estados (pesquisas) da Superterça, verá que estamos disputando ponto a ponto com ele”, afirmou. 

Cruz e Rubio divulgaram ontem suas declarações de imposto de renda em um claro desafio a Trump, que reconheceu ter tido suas contas auditadas, mas ainda não revelou seu acerto com o fisco. 

Rubio, senador pela Flórida, divulgou cinco anos de declarações e Cruz, quatro. Em comunicado, Rubio afirmou que seus pagamentos foram equivalentes em porcentagem à média de americanos com níveis similares de renda.

No entanto, tanto os documentos de Rubio quanto os de Cruz só mostram dados agregados, e não detalhes de suas receitas familiares, algo que ambos disseram estar dispostos a fazer mais adiante.

Rubio e sua mulher, Jeanette, acumularam renda de US$ 2,29 milhões em cinco anos e pagaram ao fisco US$ 526.092. No caso de Cruz, sua receita e a de sua mulher, Heidi, executiva do Goldman Sachs, foram de US$ 5 milhões entre 2011 e 2014, com pagamentos de impostos de US$ 1,5 milhão. Em comunicado, Cruz disse que é hora para Trump deixar de se esconder em “desculpas”.

Polêmicas. Enquanto isso, Trump continua se envolvendo em polêmica após polêmica. Ontem, sua conta oficial no Twitter retuitou uma frase atribuída ao fascista italiano Benito Mussolini. 

O tuíte havia sido postado por uma conta que faz paródia a Trump, chamada @ilduce2016. A frase “É melhor viver um dia como um leão do que cem anos como uma ovelha” foi postada e, em seguida, replicada pela conta oficial de Trump. 

Questionado no programa da rede NBC Meet The Press, Trump se defendeu dizendo que gosta de “ser associado a frases interessantes”. “Mussolini foi Mussolini. Que diferença isso faz?”, afirmou Trump ao apresentador. “Isso chamou sua atenção, não chamou?”

O perfil de paródia de Trump foi criado pelo site Gawker, que disse ter proposto o desafio de postar frases e discursos de Mussolini, que comandou a Itália entre 1922 e 1943 e levou o país à guerra com os EUA em 1942, até Trump eventualmente retuitar uma das citações. 

Na CNN, Trump foi questionado sobre quando ele iria rejeitar o apoio declarado pelo ex-líder da Ku Klux Klan David Duke à sua campanha. “Eu não sei nada do que você está falando, sobre supremacia branca. Ele me apoiou? Não sei nada sobre David Duke.” / EFE, AP, NYT

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