Noel Celis / AFP
Noel Celis / AFP

Supertufão Mangkhut deixa Filipinas, perde força e segue em direção à China

Governo filipino avalia danos causados pela tempestade, que se tornou tufão de categoria quatro e continua sua trajetória em direção ao sul da China; autoridades chinesas se preparam para o impacto

O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2018 | 04h55

MANILA - O supertufão Mangkhut, o mais poderoso que atingiu as Filipinas nos últimos cinco anos, perdeu força após passar pelo norte do país com ventos de 170 km/h e rajadas de até 260 km/h. Segundo o Centro de Monitoramento de Tufões, o tufão caiu para a categoria 4 e segue em direção ao sul da China. Até o momento, nenhuma morte provocada pela tempestade foi relatada. Governo começará trabalhos de rescaldo neste sábado, 15.

Às 10h (23h de sexta-feira, 14, no horário de Brasília), o olho do tufão encontrava-se a 30 quilômetros do litoral noroeste das Filipinas, já fora de seu território, mas ainda dentro de sua área de responsabilidade marítima, de onde deve sair na tarde deste sábado, de acordo com o último boletim da agência de serviços meteorológicos do país, Pagasa.

Até o momento, não há nenhuma relato de morte provocada pelo desastre, segundo o Secretário de Defesa Delfin Lorenzana. Durante sua passagem pela ilha de Luzon, ao norte das Filipinas, o Mangkhut provocou ventos de até 220 km/h, fortes chuvas, inundações e ondas de até seis metros de altura.

Autoridades apuram o que ocorreu com cerca de 70 homens reportados como desaparecidos. O grupo teria voltado para a região costeira durante a passagem do tufão para verificar a situação de suas residências.

"Ainda é uma situação de vida ou morte", disse Lorenzana. Segundo ele, alertas continuam em vigor em pelo menos 10 províncias do norte do país. A ilha de Luzón permanece em nível de atenção 4, em uma escala que vai até 5. Milhares de pessoas foram retiradas de casa pelo governo. 

Em Cagayan, no noroeste da ilha de Luzón, as ruas estavam devastadas após a passagem do tufão. Alguns moradores permaneciam em casa enquanto funcionários do governo retiravam escombros e árvores derrubadas pelas rajadas de vento. O aeroporto de Tuguegarao, capital da província, foi severamente danificado após rajadas de ventos destruírem o teto, quebrarem os vidros e arrastarem móveis dentro do terminal. 

O governo filipino informou que equipes de resgate e rescaldo foram enviadas para as regiões atingidas pelo Mangkhut, com exceção daquelas províncias que ainda enfrentam fortes chuvas e ventos. Dois aviões e dez helicópteros estão de prontidão em Manila para garantir o transporte de medicamentos e alimentos.

 

Em todas as regiões atingidas pelo tufão, mais de 50 mil pessoas deixaram suas casas, embora seus efeitos afetarão mais de 5,2 milhões de filipinos que vivem em um raio de 125 quilômetros da trajetória de Mangkhut, segundo os dados Conselho Nacional de Gestão de Redução de Riscos de Desastres das Filipinas (NDRRMC, sigla em inglês).

O NDRRMC alertou que a força destruidora de Mangkhut pode ser semelhante à de Haiyan, um supertufão que deixou mais de 7 mil entre mortos e desaparecidos e 16 milhões de afetados em novembro de 2013. Por outro lado, a área onde Mangkhut passou é menos densamente povoada e se encontra protegida por montanhas que amortecem o impacto do tufão, por isso que o potencial de vítimas é muito menor.

China

Após diminuir sua velocidade, o supertufão se desloca a 25 km/h em direção ao sul da China. Em Hong Kong, o Ministro de Segurança John Lee Ka-chiu pediu aos moradores para se prepararem para o pior enquanto o Mangkhut se aproxima. Todos os voos previstos para a região entre domingo, 16, e segunda-feira, 17, serão cancelados. O transporte ferroviário foi reduzido na região.

Na província chinesa de Fujian, 51 mil pessoas foram retiradas de barcos e cerca de 11 mil embarcações retornaram aos portos na manhã deste sábado. 

De acordo com o Centro Nacional de Metereologia da China, o Mangkhut deve atingir o país no domingo, chegando primeiro na área costeira da província de Guangdong trazendo fortes ventos e chuvas. //EFE, ASSOCIATED PRESS

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