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Suplentes tomam posse e reabrem Congresso equatoriano

Sob um forte aparato de segurança que envolveu mais de mil policiais, o Parlamento do Equador retomou seus trabalhos nesta terça-feira, 21, após duas semanas de paralisação. A primeira ação após a reabertura do Congresso foi a posse de 21 deputados suplentes, que entram no lugar de alguns dos 57 afastados pelo Tribunal Supremo Eleitoral daquele país, por supostamente terem interferido no processo para a Assembléia Constituinte.Depois de ouvir os argumentos jurídicos de vários legisladores sobre a legalidade da sessão, o presidente do Parlamento equatoriano, Jorge Cevallos, tomou juramento dos deputados substitutos e deu início ao procedimento, o que devolveu ao Legislativo sua institucionalidade.A porta-voz da Presidência equatoriana, Mónica Chuji, disse que o Executivo vê "com bons olhos que finalmente o Congresso volte à normalidade". Embora o Executivo assegure que não se envolveu no embate entre tribunal eleitoral e o Parlamento, analistas políticos destacam sua intervenção silenciosa, já que os 21 deputados suplentes ingressaram no Parlamento - escoltados pela polícia - que está subordinada ao Ministério do Interior.Além disso, a polícia tinha ordem de impedir a entrada noCongresso dos legisladores destituídos há duas semanas pelo TSE, acusados de obstruir o processo do plebiscito para a Assembléia Constituinte, promovido pelo Executivo.O processo, promovido pelo presidente Rafael Correa, prevê um referendo no próximo dia 15 de abril que vai definir a instalação ou não da Constituinte. A polícia foi enviada ao local para impedir que os deputados da oposição afastados comparecessem à sessão desta terça.Correa disse que reformas constitucionais são necessárias para enfraquecer o poder da rica elite do país. Recentes pesquisas de opinião indicam que mais de 70% dos eleitores no Equador são favoráveis à iniciativa.

Agencia Estado,

20 de março de 2007 | 23h02

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