Suposta explosão atinge centro militar no Irã

Duas semanas após tragédia em base de pesquisa de mísseis perto de Teerã, forte estrondo é ouvido em Isfahan, um dos polos do programa nuclear

TEERÃ, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2011 | 03h03

Duas semanas após uma poderosa explosão destruir parcialmente um dos centros do programa de mísseis balísticos do Irã, um forte estrondo foi registrado ontem em uma das cidades que abrigam o programa nuclear iraniano, Isfahan. Primeiro, a imprensa estatal iraniana noticiou que se tratava de uma explosão. Em seguida, retirou as informações do site e autoridades passaram a negar o incidente.

O barulho foi ouvido em várias partes de Isfahan e, assustados, moradores teriam ligado ao corpo de bombeiros, obrigando autoridades locais a admitir a ocorrência da explosão.

De acordo com as informações iniciais, equipes de resgate chegaram ao local de onde teria partido o estrondo e confirmaram os relatos dos moradores. Ninguém teria morrido. Todas essas informações, porém, misteriosamente foram desmentidas e as notícias, tiradas do ar (mais informações nesta página).

Na instalação atômica de Isfahan, a base em pó de urânio concentrado (yellowcake) é convertida em hexafluoreto de urânio - combustível usado nos reatores de Natanz e Qom. Até agora, não há nenhuma informação ligando a explosão à instalação nuclear.

Em meio às notícias sobre Isfahan, foram divulgadas ontem as primeiras imagens dos danos provocados por uma explosão há duas semanas em um dos centros do programa balístico iraniano. Feitas por satélite e reveladas por um centro de pesquisa americano, as imagens mostram que grande parte da base militar foi arrasada.

Ao todo, 17 militares morreram na explosão, além de Hassan Tehrani Moqaddam, um dos chefes do programa de mísseis de Teerã. Há suspeitas de que a destruição tenha sido fruto de sabotagem. Segundo o Irã, houve um "acidente com munições".

"A imagem de satélite mostra que a explosão arrasou grande parte da base iraniana. Mas não é possível deduzir se ela foi provocada por sabotagem", disse ao Estado Paul Brennan, analista do Institute for Science and International Security (ISIS), que divulgou as fotografias. / REUTERS, COM ROBERTO SIMON

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