Suposto mentor do genocídio de Ruanda tem pena reduzida

Um tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu nesta quarta-feira a 35 anos de prisão a pena do ex-coronel apontado como mentor do massacre de 800 mil pessoas durante o genocídio de Ruanda.

FUMBUKA NGWANAKILALA, REUTERS

14 de dezembro de 2011 | 19h56

Theoneste Bagosora, de 70 anos, havia inicialmente sido condenado à prisão perpétua. Ele continua sendo considerado culpado por crimes contra a humanidade, mas a corte de apelações do Tribunal Penal Internacional para Ruanda concluiu que havia dúvidas quanto algumas das condenações relacionadas a uma amostra representativa de massacres e homicídios específicos.

Os promotores argumentavam que Bagosora, então chefe de gabinete do Ministério da Defesa, assumiu o controle político e militar do país centro-africano depois da morte do presidente Juvenal Habyarimana, vítima de um atentado aéreo em 1994.

Em apenas cem dias naquele ano, tropas e milícias trucidaram 800 mil pessoas, membros da minoria étnica tutsi e moderados da maioria hutu.

O general canadense Romeo Dallaire, então chefe das forças de paz da ONU em Ruanda, descreveu Bagosora como mentor do genocídio e disse que o ex-coronel ameaçou matá-lo.

A corte também reduziu a pena de outro réu, o coronel Anatole Nsengiyumva, de 61 anos. A prisão perpétua foi transformada em uma sentença de 15 anos de prisão. Nsengiyumva foi solto por já ter concluído a nova pena.

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