Geoff Robins/The Canadian Press via AP
Geoff Robins/The Canadian Press via AP

Suposto simpatizante do EI que planejava atentado morre durante confronto com polícia do Canadá

Aaron Driver, de 24 anos, era monitorado pelas autoridades há dois anos, quando mostrou simpatia pelos jihadistas ao escrever mensagens de apoio ao grupo no Twitter

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2016 | 09h25

TORONTO, CANADÁ - Um suposto simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que planejava um atentado suicida iminente em alguma das principais cidades do Canadá, morreu na quarta-feira durante um confronto com a polícia, informaram veículos de imprensa locais.

A emissora pública canadense CBC identificou o suposto terrorista como Aaron Driver, de 24 anos, a quem as autoridades estavam monitorando há dois anos, quando ele mostrou pela primeira vez sua simpatia pelos extremistas.

A operação policial que culminou na morte de Driver aconteceu na cidade de Strathroy, a cerca de 225 km ao oeste de Toronto, de acordo com informações.

Anteriormente, a Polícia Montada do Canadá havia relatado uma operação que frustrou uma "ameaça terrorista em potencial", sem dar mais detalhes sobre a identidade do suspeito ou da ameaça.

"Na manhã de hoje (quarta-feira), a Polícia Montada recebeu uma informação confiável sobre uma potencial ameaça terrorista. Um suspeito foi identificado e tomaram medidas adequadas para garantir que não há nenhum perigo para as medidas de segurança pública", explicou a polícia.

Depois, a CBC divulgou a imagem de um indivíduo coberto com um capuz obtida por meio de "uma mensagem interna do governo advertindo sobre um potencial ataque terrorista no Canadá por um só suspeito".

A emissora identificou posteriormente o indivíduo como Driver, um jovem de Winnipeg e conhecido simpatizante do EI que foi identificado pela primeira vez pelo serviço secreto canadense em 2014, quando começou a escrever mensagens de apoio ao grupo jihadista no Twitter sob o pseudônimo de Harun Abduranham.

Aaron Driver foi detido em junho de 2015 e foi posteriormente colocado sob liberdade condicional para limitar seus movimentos já que as autoridades temiam que ele pudesse participar de atos terroristas.

A emissora CTV revelou que Driver planejava utilizar um explosivo para realizar um atentado suicida em uma área pública, embora não não tenha detalhado se algum artefato foi apreendido na operação policial.

A polícia realizou a operação no início da quarta-feira por temer que Driver colocasse seu plano em prática na hora de maior movimento em algum lugar frequentado por um grande número de pessoas.

O ministro de Segurança Pública, Ralph Goodale, disse em comunicado ter informado ao primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, sobre a operação para "confirmar que a segurança pública tem sido protegida e continuará a ser". O Ministério acrescentou que o nível de ameaça terrorista no Canadá "permanece no meio, como tem sido desde 2014".

Lobos solitários. Dois soldados canadenses foram assassinados em outubro de 2014 por lobos solitários, que acabaram abatidos, na Província de Quebec e na capital do país, Ottawa. O primeiro atropelou com um veículo dois soldados, matando um deles, na localidade de Saint-Jean-sur-Richelieu, a 40 km a sudeste de Montreal. Dois dias depois, outro indivíduo atirou contra um soldado nos arredores do Parlamento.

Após estes ataques, o governo conservador da época ampliou os poderes da polícia para frustrar planos de atentados e impedir a partida de jovens radicalizados que buscam se somar às fileiras do EI na Síria.

O Canadá se somou em setembro à coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para combater os jihadistas. O país reduziu seu envolvimento no conflito após a chegada ao poder em 2015 dos liberais de Justin Trudeau, que ordenou a retirada dos aviões de caça da área, embora tenha aumentado o número de instrutores militares canadenses no Iraque. Trudeau reafirmou em várias ocasiões o compromisso de seu governo "na luta contra o terrorismo sob todas as suas formas". / EFE e AFP

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