Supostos atiradores do Boko Haram matam emir e policiais na Nigéria

Supostos membros do grupo islâmico Boko Haram, que sequestrou 276 alunas no mês passado, mataram a tiros um emir em um ataque contra um comboio no Estado de Borno, no nordeste da Nigéria, nesta sexta-feira, informou o governo local.

LANRE OLA E KWASI K, Reuters

30 Maio 2014 | 17h18

O emir de Gwoza, Alhaji Idrissa Timta, viajava com os emires de Uba e Askira para comparecer a um enterro quando os atiradores abriram fogo contra o seu carro em Zhur, comunidade remota de Borno.

Desde 14 de abril, quando as estudantes foram raptadas, pelo menos 500 civis foram mortos pelos militantes, de acordo com uma estimativa da Reuters.

Timta morreu em decorrência dos ferimentos de bala e dois policiais foram mortos, mas os dois outros emires conseguiram escapar, disse uma fonte no palácio do emir de Uba à Reuters pedindo anonimato.

“O emir de Gwoza foi morto perto das 9h (horário local) após um ataque sangrento de alguns atiradors que se acredita serem membros do Boko Haram”, declarou o governo do Estado de Borno em um comunicado.

Mais cedo, fontes disseram à Reuters que os dois tradicionais líderes haviam sido raptados, mas a fonte palaciana disse que os emires de Uba e Askira simplesmente se esconderam por algum tempo nos arbustos, despertando temores de que tivessem sido sequestrados.

A maioria dos veículos do comboio foi destruída, afirmou a fonte.

Os ataques desta sexta-feira aconteceram enquanto líderes da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, na sigla em inglês) se reuniam em Gana para discutir a piora na segurança no norte da Nigéria e no Mali, onde separatistas tuaregues derrotaram tropas do governo na semana passada.

“Devemos agir e adotar medidas que deixem claro que não permitiremos que nenhum dos nossos países seja usado para desestabilizar outras nações”, disse o presidente de Gana, John Dramani Mahama, que ocupa a presidência rotativa do bloco de 15 membros, na abertura da cúpula.

O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, declarou na quinta-feira ter ordenado uma operação de larga escala contra o Boko Haram e procurou garantir aos pais das 219 garotas ainda em posse do grupo de que suas filhas serão libertadas.

O Boko Haram vem sequestrando alunas e forçando-as a se tornar “noivas” de comandantes há mais de um ano, mas o ataque ao vilarejo nigeriano de Chibok no mês passado chocou o mundo e desencadeou um esforço internacional para resgatá-las.

(Por Tim Cocks, Bate Felix e Joe Bavier)

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