Michael Reynolds/EFE/EPA
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Suprema Corte americana rejeita recurso do Texas que questionava resultado eleitoral

Nove integrantes da corte, entre eles três nomeados pelo presidente, concluíram que Estado não pode interferir na organização das eleições no país

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2020 | 21h20

AUSTIN, EUA - A Suprema Corte trouxe mais uma derrota para Donald Trump nesta sexta-feira, 10, ao ignorar um recurso apresentado por autoridades do Texas que tinha como objetivo reverter a derrota do governante nas eleições presidenciais de novembro.

Os nove integrantes da corte, entre eles três nomeados pelo presidente, concluíram que o Texas não tem o direito de interferir na organização das eleições em outros Estados. Trump, que não reconhece a derrota eleitoral, havia estimado que esse recurso era "muito sólido" ao intervir pessoalmente no caso.

Em sua petição, o tribunal superior indicou que "o Texas não demonstrou interesse judicialmente reconhecível na forma como outros Estados conduziram as eleições. O restante das moções foram rejeitadas como irrelevantes."

O comunicado não revelou detalhes sobre as deliberações dos nove ministros do Supremo Tribunal Federal -- seis conservadores e três progressistas -- embora não tenha havido opinião divergente.

Esta semana, o procurador-geral do Texas, o republicano Ken Paxton, pediu à Suprema Corte que impedisse os Estados de Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin de endossar a vitória de Biden no Colégio Eleitoral na próxima segunda-feira, alegando que seus governadores usaram a pandemia como "pretexto" para mudar as regras eleitorais e permitir maior votação pelo correio.

O próprio Trump, que não reconheceu sua derrota nas eleições de 3 de novembro alegando sem evidências uma suposta fraude eleitoral, contribuiu com uma moção na quarta-feira para apoiar o caso do Texas perante a Suprema Corte./AFP e EFE

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