Andrew Caballero-Reynolds/AFP
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Suprema Corte dos EUA mantém lei restritiva do Kentucky sobre aborto

Texto exige que médicos mostrem as imagens do ultrassom, descrevam o feto, seu tamanho e órgãos à paciente e a façam ouvir os batimentos cardíacos, se já forem detectáveis - ainda que manifestem sua oposição a receberem esta abordagem

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2019 | 16h32

WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos manteve em vigor, nesta segunda-feira, 9, uma lei do Kentucky que exige que os médicos mostrem a qualquer paciente que desejar abortar as imagens da ultrassonografia e que a façam ouvir os batimentos cardíacos do feto.

Esta lei foi aprovada em 2017 neste Estado conservador do centro do país.

Detalhadamente, o texto exige que os médicos mostrem as imagens do ultrassom, descrevam o feto, seu tamanho e órgãos à paciente e a façam ouvir os batimentos cardíacos, se já forem detectáveis - ainda que manifestem sua oposição a receberem esta abordagem.

As autoridades do Kentucky justificaram a medida como a necessidade de obter um "consentimento informado" das mulheres antes de qualquer aborto induzido.

A única clínica que pratica abortos neste Estado de 4,5 milhões de habitantes considerou que "impor a descrição de imagens médicas a uma paciente contra sua vontade" não cumpria este objetivo, além de violar o direito à liberdade de expressão dos médicos.

A ativa organização de defesa dos direitos civis ACLU, que apoiou a clínica, disse estar "extremamente decepcionada" com a decisão da Suprema Corte.

O tribunal "valida a interferência política extrema na relação entre o médico e sua paciente", disse a advogada Alexa Kolbi-Molinas.

A Suprema Corte americana legalizou em 1973 o direito ao aborto, mas ainda existe uma forte oposição em parte da sociedade americana, especialmente no sul e no centro religioso do país. / AFP

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