Suprema Corte dos EUA negam apelo de detentos de Guantánamo

A Suprema Corte americana rejeitou, nesta segunda-feira, o apelo de dois chineses muçulmanos capturados por engano no Paquistão, em 2001, e detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba. Eles foram confundidos com combatentes inimigos. A situação dos homens se tornou um dilema para a administração Bush. Anteriormente, um juiz federal disse que a prisão dos chineses em Guantánamo é contra a lei, mas não há nada que a corte federal possa fazer. Os advogados dos chineses exigem que seus clientes sejam soltos, o que a administração Bush se opõe, a não ser que eles sejam deportados. Um ano atrás, o exército americano decidiu que Abu Bakker Qassim e A´Del Abdu al-Hakim não eram "combatentes inimigos" como suspeitavam. Eles tinham sido capturados e mandados para Guantánamo junto com centenas de outros acusados de terrorismo. O governo dos Estados Unidos não consegue encontrar um país que aceite os chineses, e mais outros cidadãos de etnia Uigur. Eles não podem ser mandados de volta para China pois é muito provável que eles serão torturados e mortos. Oficiais alemães têm sido pressionados para aceitá-los, de acordo com um jornal alemão. A Suprema Corte americana tem influenciado de uma maneira anormal na forma de ser resolver rapidamente o problema. O advogado do governo dos Estados Unidos na Suprema Corte, Paul Clement, disse à corte que existem "várias conversas diplomáticas substanciais para transferir Qassim e al-Hakim para um país apropriado". Clement disse que enquanto esperam o resultado, os homens têm acesso à televisão, rádio, livros e podem jogar futebol, vôlei e pingue-pongue. Já os advogados dos presos diz que greves de fome e tentativas de suicídio se tornaram atos comuns em Guantánamo e que os homens têm ficado isolados do mundo.

Agencia Estado,

17 Abril 2006 | 12h17

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