Suprema Corte dos EUA restringe favorecimento a minorias

A Suprema Corte americana apoiou, por cinco votos a quatro, a decisão da escola de Direito da Universidade de Michigan de levar a raça em consideração para decidir a admissão de um novo aluno. Entretanto, em um julgamento em separado que fez parte do mesmo processo, o tribunal se opôs a um sistema em que estudantes de minorias étnicas recebiam pontos extras - 20, de um total de 150 - durante o processo de admissão da mesma universidade. Por uma maioria de seis a três, os juízes decidiram que esse era um sistema de cotas raciais ? de acordo com o qual um certo número de vagas é separado para candidatos de minorias ? e, portanto, inconstitucional.Analistas dizem que o caso equivale a uma vitória parcial dos que apóiam a ação afirmativa, já que o princípio geral de favorecimento de minorias étnicas foi mantido. As decisões foram centradas num processo apresentado por três estudantes brancos que foram rejeitados pela universidade.Os estudantes, que receberam o apoio do presidente americano, George W. Bush, disseram que as decisões de rejeitá-los correspondiam a discriminação ilegal e que, se eles fizessem parte de uma minoria, teriam sido aceitos.A decisão de hoje da Suprema Corte, considerada a mais importante sobre questões raciais em uma geração, permite que faculdades levem a raça dos candidatos em consideração na hora de atribuir vagas, mas proíbe que o fator étnico seja predominante na seleção de estudantes.As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

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