Departamento de Correção de Oklahoma
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Suprema Corte dos EUA suspende 3 execuções em Oklahoma

Estado usa sedativo midazolam como uma das drogas da injeção letal; o medicamento está em xeque desde que um condenado passou por sofrimento durante sua execução, no ano passado

O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2015 | 19h35

WASHINGTON  - A Suprema Corte dos EUA concordou em suspender temporariamente a execução de três condenados no Estado de Oklahoma. A defesa dos três contesta o uso de uma das drogas procedimento de execução por injeção letal. 

A decisão da Corte significa que os condenados por assassinato Richard Glossip, John Grant e Benjamin Cole não podem ser executados com o uso do sedativo midazolam, alegando que ele causa intenso sofrimento aos réus. O texto deixa em aberto, porém, a possibilidade de o Estado conduzir as execuções usando diferentes combinações de drogas. 

Na última semana, a Suprema Corte concordou em analisar o caso, mas não suspendeu as sentenças na ocasião. Os argumentos dos advogados serão agora ouvidos em abril e uma decisão final deve sair no fim de junho. 

O processo das três drogas usado nas prisões de Oklahoma tem sido extremamente criticado desde abril, quando a execução do condenado Clayton Lockett expôs o problema com a combinação ao prolongar e causar extremo sofrimento até sua morte. Ele foi visto se retorcendo na maca após a equipe na câmara não conseguir colocar o tubo em sua veia corretamente. Os advogados dos três condenados questionam que o sedativo usado em Oklahoma não consegue deixar o réu suficientemente inconsciente para a execução. 


Richard Glossip, condenado por encomendar a morte do seu chefe por espancamento, seria executado nesta quinta-feira. John Grant, que esfaqueou e matou um homem, seria executado no dia 19, e Benjamin Cole, condenado por matar sua filha de apenas 9 meses, seria executado dia 5 de março. / REUTERS e NYT  

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