Suprema Corte garante realização de parada gay em Israel

Evento é como deixar mulheres votarem, segundo a filha homossexual do premiê

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h08

A Suprema Corte de Israel deu sinal verde nesta quarta-feira, 20, para uma parada do orgulho gay em Jerusalém, rejeitando apelos de judeus conservadores que queriam evitar a realização do evento. A polícia disse que milhares de efetivos estarão disponíveis para garantir a segurança do evento de quinta-feira contra possíveis protestos violentos de judeus que, como muitos cristãos e muçulmanos, vêem a homossexualidade como uma abominação. Disputas para a realização da parada na cidade sagrada mostraram uma das muitas divisões na sociedade israelense. Grupos de liberdades civis argumentaram que o evento anual significa pluralismo. "A questão ´por que em Jerusalém´ não está em questão. É a mesma questão como deixar mulheres votarem", disse Dana Olmert, filha homossexual do primeiro-ministro Ehud Olmert. "A parada gay é um evento político e é uma expressão de postura política", disse ela em uma rádio israelense. O evento tem sido realizado na cidade desde 2001, mas foi mudado para um estádio no ano passado devido a preocupações de segurança. Líderes muçulmanos e cristãos também expressaram sua oposição à marcha no passado. Um manifestante judeu ortodoxo esfaqueou e feriu três participantes da parada gay em Jerusalém em 2005, apesar da forte presença policial. Israel também realiza uma parada gay em Tel-Aviv. Na semana passada, o evento reuniu cerca de 20 mil pessoas.

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