Suprema Corte israelense julga o muro de segurança

A Suprema Corte de Israel começou a julgar processos movidos por dois grupos israelenses de defesa dos direitos humanos contra a barreira de segurança que o Estado judeu vem construindo na Cisjordânia, um dia depois de o governo ter anunciado que consideraria fazer pequenas alterações no trajeto para amenizar as dificuldades vividas pelos palestinos.Os grupos de direitos argumentam que qualquer construção em território ocupado é ilegal, e a barreira viola os direitos humanos ao prejudicar direta e indiretamente milhares de palestinos. "Trata-se de uma cerca que viola os direitos humanos dos palestinos ao longo de seu trajeto", denunciou Avigdor Feldman, advogado do Centro de Defesa do Indivíduo, depois da audiência.Michael Blass, advogado do governo, disse à corte que a rota da barreira ainda não foi concluída e todos os esforços serão feitos para ajudar os palestinos segregados por ela. "Estamos aprendendo lições. Tudo é muito dinâmico", comentou ele. "Nós temos de ajudá-los e soluções precisam ser encontradas."A audiência ocorre duas semanas antes de a Corte Internacional de Justiça - com sede em Haia, Holanda - examinar, a pedido da Assembléia-Geral da ONU, a legalidade da barreira. O ministro da Suprema Corte Aharon Barak, que presidiu a audiência de hoje, disse que o comitê de três juízes emitirá um parecer "o mais rápido possível". Ele não esclareceu se a decisão será divulgada antes da audiência em Haia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.