Joe Ledford/The Kansas City Star via AP
Joe Ledford/The Kansas City Star via AP

Supremacista branco e ex-integrante da Ku Klux Klan é condenado à morte por injeção letal

Frazier Glenn Miller, de 74 anos, matou três pessoas em dois ataques contra centros judaicos em Kansas City, em 2014; ao ouvir a sentença do juiz, ele gritou ‘Heil Hitler’ e foi retirado do tribunal

O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2015 | 11h01

WASHINGTON - A Justiça dos EUA condenou à morte na terça-feira o supremacista branco e ex-integrante da Ku Klux Klan (KKK), Frazier Glenn Miller, de 74 anos, por injeção letal pelo assassinato de três pessoas em dois ataques contra centros judaicos em Kansas City, em 2014.

O juiz Thomas Kelly Ryan seguiu a recomendação do júri popular, que declarou Miller culpado de três assassinatos e de outras três tentativas de assassinato, e propôs para ele a pena capital.

“Sua tentativa de trazer ódio para esta comunidade, de trazer terror para esta comunidade, falhou”, disse Ryan antes de sentenciar a pena de Miller. “Você falhou, Sr. Miller.”

Diante da decisão do juiz, Frazier Glenn Miller gritou “Heil Hitler” e foi retirado do tribunal.

Em abril de 2014, o condenado abriu fogo e matou um adolescente de 14 anos e seu avô, de 69, em um centro comunitário judaico onde havia cerca de 70 pessoas. A maioria delas eram crianças que se preparavam para participar de um concurso de dança.

Em seguida, Miller se dirigiu para uma casa de repouso para idosos, também da comunidade judaica, onde fez sua terceira vítima, uma mulher de 53 anos. Pouco depois foi detido e levado para a prisão do condado de Johnson.

Miller admitiu que seus ataques tinham motivação antissemita e confessou que queria "matar judeus", pois considera que eles "estão destruindo a raça branca" e que controlam os meios de comunicação, as instituições financeiras e o governo. No entanto, as três vítimas do supremacista eram cristãs.

Veterano da Guerra do Vietnã, Miller fundou e foi integrante de uma organização paramilitar associada à KKK, a "Carolina Knights" ("Cavaleiros da Carolina"), um dos primeiros grupos a utilizar táticas paramilitares para intimidar afro-americanos nos EUA.

Além disso, Miller ficou preso por três anos no final da década de 1980 por posse ilegal de armas e por conspirar para assassinar o fundador de uma organização que se dedica a investigar grupos racistas. /EFE e ASSOCIATED PRESS

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