Supremo de Israel ratifica traçado do muro de separação

A Corte Suprema de Israel deu neste domingo sinal verde ao Exército para construir um novo trecho do muro da Cisjordânia que deixará 500 hectares de terras palestinas do lado israelense, em detrimento de seus proprietários legais.Um grupo de agricultores palestinos, apoiados por israelenses residentes na região, tinha pedido a revisão do traçado deste novo trecho, de 26 quilômetros, na altura da cidade israelense de Mevaseret Tzión, próxima a Jerusalém, por considerar que violava os direitos dos desabrigados.Mas a Corte Suprema, que em outras ocasiões obrigou o Exército a corrigir o traçado, considerou nesta ocasião que não é o caso, já que, ao longo de 26 quilômetros, serão instalados vários portões para que os agricultores palestinos possam trabalhar em suas terras.Na decisão judicial, o presidente do tribunal, Aharón Barak, afirma que o traçado - o segundo elaborado pelo Exército na região, após outro recurso - minimiza o dano causado à população palestina e satisfaz o equilíbrio entre as necessidades de segurança de Israel e os direitos dos palestinos.No entanto, desabrigados que em outros setores da Cisjordânia que ficaram a mercê de uma solução parecida denunciaram que, na prática, os portões representam um obstáculo, pois o Exército os controla e, muitas vezes, os desabrigados não podem entrar em seus campos, ou têm que esperar horas até a patrulha chegar com a chave.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.