EFE
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Supremo decide nesta terça o destino de procuradora que desafia Maduro

Plenário da mais alta instância do Judiciário venezuelano fará audiência para determinar se Luisa Ortega Díaz 'incorreu em falta grave', o que poderia levar a sua destituição do cargo

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 09h46

CARACAS - A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, uma chavista história que se rebelou contra o presidente Nicolás Maduro, deve comparecer nesta terça-feira, 4, ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), o qual decidirá se abre um julgamento que possa levar a sua destituição do cargo.

O plenário do TSJ inicia a audiência às 10 horas (11 horas, no horário de Brasília). Nela, a mais alta instância jurídica do país determinará se Ortega incorreu em "falta grave".

Antes que a procurado-geral tome a palavra para se defender, o deputado da base governista Pedro Carreño fará suas argumentações pela consideração de mérito por parte do Supremo de seu pedido contra a procuradora. O político a acusa de "mentir" por ter afirmado que não aprovou a eleição de 33 magistrados feita em 2015 na legislatura anterior, de maioria chavista.

A audiência pode sofrer alterações, porque a procuradora recusou 17 magistrados. Antes da sessão, o TSJ deve emitir uma declaração sobre "temas de interesse nacional".

Apoiada pela oposição e por chavistas críticos a Maduro, Ortega se tornou a voz mais dura contra o presidente, responsabilizando-o pela "ruptura da ordem constitucional". A denúncia foi feita pela procuradora após sentenças do TSJ que minaram o Poder Legislativo, hoje sob controle da oposição.

"Não descansarei até que a Venezuela retome o caminho das liberdades", prometeu essa advogada de 59 anos, em uma mensagem ao país na véspera da audiência. / AFP

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