Supremo liberta oficiais que se rebelaram contra Chávez

O Supremo Tribunal da Venezuela concordou com a libertação de quatro altos oficiais, incluindo o ex-chefe do Exército, que se rebelaram em 11 de abril contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez. A decisão de que os militares responderão ao processo em liberdade foi anunciada à meia-noite de ontem, depois de três dias de deliberações. O Tribunal Supremo tornou sem efeito a prisão domiciliar do general de Divisão do Exército Efraín Vásquez Velasco, o vice-almirante Héctor Rafael Ramírez Pérez, Daniel Lino José Comisso Urdaneta e o general de Brigada da Aviação Pedro Antonio Pereira Olivares. Segundo o presidente do Tribunal Supremo, Iván Rincón, apesar de estarem em liberdade, os militares não poderão sair do país, deixar Caracas e deverão apresentar-se uma vez por semana ao tribunal. Também estão proibidos de participar de reuniões, marchas ou qualquer atividade política. Agentes da inteligência militar venezuelana apreenderam armas e munição de guerra na residência do empresário Isaac Pérez Recao, um dos supostos líderes do fracassado golpe de Estado contra Chávez. Segundo o advogado do empresário, Francisco Gadea as armas pertencem aos seguranças da casa. Tevês locais mostraram as imagens dos agentes revistando quatro casas pertencentes à família de Pérez Recao. Também foram apreendidos coletes à prova de balas, uniformes camuflados, entre eles um de general do Exército, e credencias, em nome de Pérez Recao e de sua mulher, como supostos membros da Divisão de Inteligência Militar (DIM). Promotores presentes às buscas asseguraram que também foram encontrados equipamentos usados por franco-atiradores, mas evitaram adiantar sua suposta ligação com a matança de manifestantes que precedeu a deposição de Chávez.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.