Supremo nega recursos contra construção de muro em Jerusalém

A Suprema Corte de Israel deu sinal verde nesta quarta-feira para a continuação da construção do muro de separação ao redor do distrito de Jerusalém, que separa dezenas de milhares de residentes palestinos da Cidade Santa. O Tribunal rejeitou duas apelações de palestinos contra a construção do muro de separação perto das aldeias de Bir Nabala, Beit Hanina, Al Jib, Jedira, Qalandiya e Ar Ram, ao norte da cidade, e deu permissão para o governo completar a barreira ao redor de Jerusalém Oriental. Os juízes tomaram a decisão após a construção de estradas só para palestinos que conectam as localidades separadas pelo muro com o terminal de Qalandiya, que deve se transformar na principal passagem entre Jerusalém e os territórios palestinos. O promotor informou à corte que durante os últimos dias foi construída uma nova estrada que conecta Bir Nabala a Qalandiya, através de um túnel por baixo da estrada "45", obrigando os moradores da aldeia a entrarem em Ramala por Ar Ram e Qalandiya, sem precisar entrar em Jerusalém. Além disso, o promotor afirmou que há duas semanas foi aberta a passagem de Qalandiya, por onde passam cinco mil pessoas diariamente. As autoridades israelenses proibiram a passagem de veículos entre o bairro de Al Mauahal para Jerusalém pela estrada entre Bir Nabala e Ar Ram, e os habitantes de Al Mauahal terão que passar primeiro pelo terminal de Qalandiya para chegar à Cidade Santa. Os juízes acreditam que, por razões de segurança, é necessário impedir a passagem direta entre o bairro de Al Mauahal e Jerusalém. O muro de separação na Cisjordânia, que medirá mais de 700 quilômetros quando estiver finalizado, está sendo construído, na maior parte, em terras palestinas. A construção isola centenas de milhares de palestinos de seus campos de cultivo, locais de trabalho, hospitais, lugares de culto, escolas, entre outros e de outras localidades palestinas. Os moradores só podem se movimentar entre cancelas controlados pelo Exército israelense. Deputados palestinos Por outro lado, três deputados da coalizão árabe-israelense Ram Tal se reuniram na quarta-feira com os três legisladores do Hamas de Jerusalém que terão suas permissões de residência revogadas pelas autoridades Israelenses. Os deputados do Hamas afirmaram que analisam a possibilidade de apelar à Corte Suprema de Israel da decisão tomada pelo Governo israelense após o atentado suicida de segunda-feira em Tel Aviv, cometido por um militante da Jihad Islâmica e que não foi condenado pelo Governo do Hamas. Segundo o ministro palestino da Justiça, Ahmed Khalidi, Israel não pode provar que os deputados estiveram envolvidos em atividades ilegais.

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