Supremo paquistanês examina recursos contra anistia a Bhutto

Recursos questionam o poder do presidente, Pervez Musharraf, para outorgar o benefício à ex-primeira-ministra

EFE

12 de outubro de 2007 | 04h28

A Corte Suprema do Paquistão examina nesta sexta-feira dois recursos apresentados pela oposição contra a "ordenança de reconciliação nacional" aprovada há uma semana, pela qual foram encerrados os casos de corrupção contra a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto. Um painel de quatro juízes encabeçado pelo chefe do Supremo, Iftikhar Chaudhry, é o encarregado de analisar os pedidos apresentadas por representantes da aliança islamita Muttahida Majlis-e-Amal (MMA) e da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif. Os recursos questionam o poder do presidente, Pervez Musharraf, para outorgar a anistia àqueles que perpetraram delitos contra a sociedade, segundo o canal "Geo TV". O do PML-N diz, concretamente, que Musharraf não tem autoridade para outorgar anistia para este tipo de crimes porque isso vai contra os direitos fundamentais dos cidadãos ditados pela Constituição paquistanesa. A "ordenança de reconciliação nacional" pela qual se encerram os casos abertos contra altos cargos antes do dia 17 de novembro de 1999 foi promulgada por Musharraf no dia 5 de outubro, a apenas um dia das eleições presidenciais.

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