Supremo Tribunal ordena suspensão da greve na PDVSA

O Supremo Tribunal de Justiça ordenou hoje aos trabalhadores petroleiros para suspenderem a greve a que deram início há 18 dias. A corte suprema aprovou a medida preventiva enquanto decide sobre uma moção apresentada por um executivo da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), para que a greve seja considerada ilegal.Num discurso feito a partidários na quarta-feira à noite, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou que sua "revolução bolivariana" continuará avançando na direção de "fazer uma limpeza" na PDVSA - espinha dorsal da greve convocada pela oposição que chegou hoje ao 18º dia e tenta removê-lo do poder. "A revolução avança por fases, a revolução avança porque é um processo, uma etapa após outra", discursou. "Agora nos corresponde, como o povo diz, como o povo clama, fazer uma limpeza na PDVSA."Ao mesmo tempo, Chávez conclamou os trabalhadores da indústria petrolífera que não aderiram à greve para que redobrem esforços para reativar a produção. O presidente da PDVSA, Alí Rodríguez, tinha reconhecido na quarta-feira que dois terços da empresa estavam paralisados. O porta-voz dos gerentes rebeldes da PDVSA - que comandam o locaute -, Juan Fernández, no entanto, assegura que a produção petrolífera estava hoje abaixo dos 10%.Segundo o presidente do sindicato de proprietários de postos de gasolina, Juan Vaquero, mais de 60% dos 1.720 postos da Venezuela não tinham hoje nem uma gota de combustível para vender. Nas bombas que ainda têm gasolina, os motoristas enfrentam várias horas de fila.Na tentativa de melhorar a distribuição, Chávez baixou um decreto que permite a funcionários civis e militares confiscar temporariamente meios de transporte privados - caminhões, barcos ou aviões - para amenizar o desabastecimento de combustível e alimentos.

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