Suspeita de antraz para missão de Israel no País

Envelope com pó branco levanta suspeita na embaixada de Brasília; escritórios israelenses nos EUA e Europa recebem pacotes semelhantes

ROBERTO SIMON , VANNILDO MENDES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2012 | 03h03

A Embaixada de Israel em Brasília chamou ontem a Polícia Federal após receber um envelope não identificado contendo um pó branco, sob suspeita de que a substância era antraz, bactéria altamente mortífera. Cartas semelhantes haviam sido enviadas na terça-feira a consulados e embaixadas israelenses em Haia, Bruxelas, Londres, Boston, Houston e Nova York.

Exames iniciais indicaram que o pó branco nessas cidades era farinha. A Polícia Federal enviou ontem para perícia no Instituto Nacional de Criminalística (INC) a substância encontrada em Brasília.

Segundo o Estado apurou, funcionários israelenses suspeitam que o Hezbollah e possivelmente o Irã estejam por trás dos incidentes. Em fevereiro, completam-se quatro anos do assassinato de Imad Mughniyeh, ideólogo da luta armada do grupo xiita. Ele foi morto por um carro-bomba na Síria - provavelmente uma ação do serviço secreto de Israel.

Ontem o Azerbaijão anunciou ter detido "dois agentes iranianos" que estariam por trás de um complô para assassinar o embaixador de Israel.

Com os incidentes do dia anterior, os consulados e embaixadas de Israel estavam ontem em alerta. O envelope chegou ao escritório brasileiro no período da manhã e chamou atenção ao passar pelos procedimentos segurança. A polícia foi chamada logo em seguida.

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