Suspeita de terrorismo será transferida para a PF

A economista libanesa Rana Koleilat, presa após tentar subornar dois agentes da polícia civil paulista, será transferida para uma cela da superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo. Procurada no Líbano por envolvimento em um escândalo financeiro, Rana é suspeita de ter contribuído para o financiamento de organizações terroristas que participaram do atentado que matou o ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri. A determinação segue uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que na semana passada decretou a prisão preventiva da economista com base em um pedido de extradição feito pelo governo do Líbano. A economista deve permanecer presa até que o STF julgue o processo de extradição. Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, a transferência da presa - que atualmente encontra-se detida na base do Grupo de Operações Especiais da polícia civil - é um procedimento comum para detentos de origem estrangeira. Rana foi detida no último dia 12 em um flat do bairro de Santana, zona norte de São Paulo, após tentar subornar os dois policiais civis que a abordaram. Os agentes obedeciam um pedido de localização expedido pelo escritório da Interpol em Beirute. Rana é procurada no Líbano sob a acusação de envolvimento no desvio de US$ 1,2 bilhões do Banco Al Madina, que faliu em 2003. Segundo as autoridades libaneses, parte do dinheiro teria sido usado para financiar o atentado que matou o ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri.

Agencia Estado,

22 Março 2006 | 19h00

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