Shizuo Kambayashi/AP
Shizuo Kambayashi/AP

Suspeita pela morte do meio-irmão do ditador norte-coreano diz ter recebido US$ 90 por 'pegadinha'

Siti Aisyah afirmou não saber que o líquido que deveria jogar no rosto de Kim Jong-nam era um agende químico e acreditava estar participando de um programa

O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2017 | 16h07

KUALA LUMPUR - A mulher da Indonésia suspeita de ter assassinado o meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un afirmou neste sábado, 26, que recebeu o equivalente a US$ 90 para participar no que acreditava ser um programa de TV de pegadinhas, informou um diplomata.

Siti Aisyah, de 25 anos, detida no dia 13 pouco depois do assassinato de Kim Jong-nam com um agente neurotóxico muito forte, disse pensar que o líquido em questão era uma espécie de "óleo para bebês", afirmou o embaixador adjunto da Indonésia na Malásia, Andreano Erwin, após se encontrar com a mulher.

Nas imagens das câmeras de segurança do aeroporto de Kuala Lumpur é possível observar como duas mulheres se aproximaram de Kim Jong-nam e jogaram algo em seu rosto. O norte-coreano, de 45 anos, morreu quando era levado para o hospital.

Os investigadores malaios anunciaram na sexta-feira 24 que o veneno utilizado foi o agente VX, uma versão ainda mais letal que o gás sarin e considerado pela ONU uma arma de destruição em massa.

Outra mulher, a vietnamita Doan Thi Huong, 28 anos, também foi detida após o assassinato, mas segundo o diplomata, Siti disse que não a conhecia. As duas mulheres haviam sido detidas junto com um homem coreano. Sete outros coreanos foram considerados suspeitos ou são procurados para interrogatório.

A polícia malaia afirmou na sexta-feira que uma das mulheres sofria com os efeitos do VX e estava vomitando.

Varredura. Autoridades malaias realizam neste sábado uma limpeza profunda em um dos terminais do aeroporto para eliminar qualquer rastro do agente VX. 

A equipe da polícia forense, o corpo de bombeiros e o Conselho de Licenciamento de Energia Atômica conduzem a varredura no aeroporto, informou a polícia da Malásia em comunicado. O terminal do aeroporto não será fechado, mas as áreas de buscas serão isoladas.

A polícia malaia também está fazendo a varredura em outros locais por onde os suspeitos podem ter passado em Kuala Lumpur.

O chefe da polícia estatal de Selangor, Abdul Samah Mat, afirmou neste sábado que as autoridades invadiram um apartamento em um subúrbio de Kuala Lumpur mais cedo na semana em conexão com a morte, e estavam em busca de quaisquer traços de químicos no apartamento. /AFP e REUTERS

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