Suspeito confessa participação no atentado de Bali

A polícia indonésia informa que um homem interrogado por seus agentes admitiu ter participado do atentado contra uma casa noturna de Bali, que deixou quase 200 mortos no mês passado. O diretor da polícia federal indonésia, Da?i Bachtiar, disse que o homem, identificado apenas como Amrozi, era o proprietário da minivan Mitsubishi L300 utilizada no atentado de 12 de outubro último e acrescentou que ele "utilizou o veículo para perpetrar o atentado em Bali"."Amrozi foi um dos principais perpetradores do atentado em Bali", garantiu Bachtiar, acrescentando que ele fazia parte do grupo de pessoas que planejou e executou o ataque. "Ele revelou muitas coisas e admitiu ter atuado em Bali", disse o policial. Ele não entrou em detalhes.Autoridades indonésias disseram ainda que estão concentrando as buscas por suspeitos na ilha de Java, próxima a Bali.Bachtiar anunciou que Amrozi foi formalmente declarado suspeito no caso e continua sob custódia policial.As notícias sobre os desdobramentos eram um pouco confusas. Incialmente, a polícia deixou no ar a interpretação de que Amrozi teria admitido ter instalado uma das bombas. Bachtiar não esclareceu esse tema.O brigadeiro-general Edward Aritonang, porta-voz de uma equipe de investigadores internacionais, disse mais cedo que Amrozi foi detido na província de Java Oriental, na terça-feira, e depois levado a Bali.No entanto, uma emissora de tevê local informou que Amrozi foi preso numa escola islâmica em Tenggulun. O diretor da escola, Dzakaria, disse em entrevista à emissora que Amrozi também assistiu a um discurso proferido na escola pelo clérigo radical islâmico Abu Bakar bashir."Amrozi às vezes vinha à minha escola para rezar conosco", disse Dzakaria, que, como muitos indonésios, utiliza apenas um nome. "Ele não estudava aqui."Apesar de nenhum grupo ter assumido a autoria do brutal atentado, as suspeitas recaem sobre o grupo Jemaah Islamiyah, que reúne militantes islâmicos da região.Recentemente, a polícia deteve Bashir, suposto líder espiritual da Jemaah Islamiyah, por acusações de envolvimento numa série de atentados contra igrejas há três anos. Ele não foi apontado oficialmente como suspeito do ataque em Bali.Bashir está detido num hospital policial em Jacarta. Médicos dizem que o clérigo de 64 anos está doente demais para ser interrogado. Bashir nega ligação com organizações extremistas.As autoridades indonésias detiveram e questionaram pelo menos 20 pessoas nas últimas semanas por semelhança com três retratos falados de suspeitos divulgados pela polícia. Quase todos foram liberados. Nesta quinta-feira, a polícia divulgou o retrato falado de um quarto suspeito.

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