Suspeito confessa ter assassinado chanceler sueca

O homem detido desde setembro do ano passado acusado do assassinato da chanceler sueca Anna Lindh confessou o crime: Mijailo Mijailovic, 25 anos, confessou o homicídio na terça-feira enquanto era interrogado pela polícia, informou hoje seu advogado Peter Althin. Numa entrevista à rádio sueca, Althin disse que o assassinato de Lindh - ocorrido dias antes de um referendo sobre a adoção do euro - não teve motivação política. O advogado sugeriu que Mijailovic não sabia que sua vítima era a chanceler da Suécia. Se condenado, Mijailovic pode pegar de 10 anos à prisão perpétua. Um sueco de origem iugoslava já condenado anteriormente por agressão, posse ilegal de armas e por fazer ameaças de morte, Mijailovic está detido desde 24 de setembro, duas semanas depois que Lindh foi esfaqueada diversas vezes no estômago enquanto fazia compras com um amigo numa loja de departamentos em Estocolmo. Apesar dos esforços médicos, ela morreu na manhã de 11 de setembro. Quando a notícia da confissão se espalhou pelo país, a televisão sueca começou a divulgar imagens de Mijailovic e a se referir a ele pelo nome. Antes, a maior parte da mídia só se referia a ele como o suspeito de 25 anos e mostrava fotos borradas de seu rosto. Muitos suecos reagiram com alívio porque existia preocupação de que o caso, como o assassinato em 1986 do primeiro-ministro Olof Palmer, nunca seria resolvido. Como Palmer, que foi morto a tiros enquanto caminhava para casa com sua mulher depois de ter saído do cinema, Lindh não tinha guarda-costas. O ministro da Justiça Thomas Bodstroen disse que a confissão trará tranqüilidade aos suecos. "Se o suspeito fosse sentenciado sem confessar, isto poderia levar a anos de especulação sobre se a pessoas certa havia sido sentenciada", explicou. Lindh era uma política muito popular entre os suecos. Sua morte deixou o país estarrecido dias antes do referendo sobre o euro. Ela era fortemente a favor de a Suécia adotar a moeda européia, mas os suecos acabaram rechaçando a adoção no referendo.

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