AP Photo/www.vk.com/spb_today via AP
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Suspeito de ataque a metrô em São Petersburgo é cidadão russo de 22 anos

Comitê de Instrução da Rússia identifica autor do atentado como Akbarzhon Dzhalilov; número de mortos subiu para 14

O Estado de S.Paulo

04 Abril 2017 | 04h01
Atualizado 04 Abril 2017 | 21h22

MOSCOU - Um cidadão russo, nascido no Quirguistão, é o responsável pelo ataque ao metrô de São Petersburgo, cometido na segunda-feira, informou nesta terça-feira o Comitê de Instrução da Rússia (CIR). Ele foi identificado como Akbarzhon Dzhalilov, de 22 anos. Ao menos 14 pessoas morreram na explosão, que também deixou 49 feridos e ocorreu a poucos meses da Copa das Confederações no país. 

“A investigação estabeleceu a identidade do homem responsável pela explosão no vagão do metrô de São Petersburgo. Se trata Akbarzhon Dzhalilov, nascido em 1 de abril de 1995”, informou a porta-voz do CIR, Svetlana Petrenko, à imprensa local.

 

Ela explicou que, conforme as análises genéticas e imagens das câmaras de segurança, Dzhalilov foi também quem colocou a segunda bomba em outra estação do metrô – a polícia desativou o artefato.

“Os criminalistas acharam rastros genéticos de Dzhalilov na bolsa deixada na estação de Ploshchad Vosstaniya onde a bomba foi encontrada”, afirmou Svetlana. Dzhalilov, que trabalhava em um escritório em São Petersburgo, nasceu no Quirguistão, mas recebeu a cidadania russa em 2011. Autoridades confirmaram que o suspeito tinha ligações com radicais islâmicos.

Esse assunto foi abordado em Moscou pelo ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, e o chanceler do Quirguistão, Erlan Abdyldaev, que condenou firmemente o atentado e ofereceu ajuda nas investigações. Mas Abdyldaev considerou prematuro assegurar que o terrorista era membro do grupo Estado Islâmico (EI). Os pais de Dzhalilov, moradores de Osh, no Quirguistão, estão sendo interrogados.

Como forma de prevenir novos atentados, as autoridades russas reforçaram as medidas de segurança em Moscou. A intervenção da Rússia na guerra na Síria é apontada como a provável causa para o país ter se tornado alvo de grupos extremistas como o EI. A autoria do ataque ainda não foi reivindicada por nenhuma organização. O governo russo tem auxiliado o regime de Bashar Assad a combater milícias sunitas que tentam derrubá-lo. Entre elas, está o EI.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, o presidente dos EUA, Donald Trump, telefonou nesta terça-feira à noite ao presidente russo, Vladimir Putin, para oferecer condolências e ajuda no combate ao terrorismo. O Kremlin não descartou a possibilidade de solicitar a cooperação de outros países para esclarecer o atentado.

Vítimas. A ministra da Saúde da Rússia, Veronika Skvortsova, afirmou nesta terça-feira que o número de mortos no ataque subiu para 14. Além das 11 pessoas que morreram no local da explosão, 1 perdeu a vida em uma ambulância e outras 2 em hospitais. Segundo ela, 49 feridos seguem internados. / AP, REUTERS e EFE

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