Suspeito de ataque ao presidente do Timor é detido

Preso confessa culpa em atentado a Ramos-Horta e se entrega às autoridades do país

Agência Estado e Associated Press,

02 de março de 2008 | 16h04

O ex-policial Amaro da Costa entregou-se às autoridades do Exército de Timor Leste. Ele é um dos suspeitos do ataque a tiros, em 11 de fevereiro, contra o presidente José Ramos-Horta que ainda se recupera.O primeiro-ministro Xanana Gusmão, alvo de outro ataque no mesmo dia, escapou ileso.   Veja Também Leia entrevista de Ramos-Horta ao 'Estado' Ramos-Horta é figura central há 30 anos Miséria e violência: combustíveis da crise   Segundo o tenente-coronel Filomeno Paixão, o suposto criminoso entregou duas pistolas automáticas e alguma munição ao render-se. "Se eu não me entregasse, esta nação nunca se desenvolveria", afirmou o suspeito, já sob custódia, a jornalistas. Ele acrescentou que "estava envolvido" no "incidente", mas não deu detalhes sobre o ataque à residência oficial do presidente. "Vou explicar tudo no escritório do procurador geral", declarou o suspeito.   Os ataques contra Ramos-Horta e Gusmão resultaram em uma rebelião de policiais e militares contra o governo, apenas seis anos depois de a ex-colônia portuguesa de Timor Leste tornar-se independente da Indonésia, que havia ocupado a ilha durante 24 anos.   A princípio haviam sido detidos quatro pessoas suspeitas de ter participado dos atentados contra o presidente, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, no dia 11, informaram fontes oficiais segunda-feira, 18.

Tudo o que sabemos sobre:
TIMOR LESTERAMOS-HORTA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.