Alain Jocard/AFP
Alain Jocard/AFP

Suspeito de ataque com faca em Paris confessa que agiu contra Charlie Hebdo

Paquistanês de 18 anos afirma que atentado foi motivado por caricaturas de Maomé publicadas pela revista satírica

Redação, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2020 | 10h35

Um dia após o ataque com faca em Paris em frente à antiga sede da Charlie Hebdo, que deixou duas pessoas feridas, o principal suspeito admitiu neste sábado, 26, ter agido em resposta à publicação de caricaturas do profeta Maomé por parte da revista satírica. Preso na praça da Bastilha pouco depois do episódio, o autor do atentado é um homem de 18 anos, nascido no Paquistão, e que chegou à França em 2017.

Nesta sexta-feira, 25, a polícia francesa prendeu também o ex-colega de apartamento do suspeito. Sete pessoas seguem presas na manhã deste sábado. Cinco delas estavam em uma das supostas residências do principal suspeito, em Pantin, um subúrbio de Paris. As autoridades policiais afirmaram que outra pessoa que permanecia detida, um argelino de 33 anos, foi liberado após a Justiça considerar que o homem não tinha ligação com o crime.  

O ataque de sexta-feira ocorreu em meio ao julgamento pelo sangrento atentado contra Charlie Hebdo em janeiro de 2015, no qual 12 pessoas morreram, incluindo alguns dos caricaturistas mais conhecidos da França."É um ataque terrorista islamista, um novo ataque contra o mesmo país", disse o ministro do Interior francês Gérald Darmanin.

Os dois feridos no ataque desta sexta são funcionários de uma empresa localizada nas redondezas do antigo prédio do Charlie Hebdo. Eles seguem hospitalizados, mas não correm risco de morte.

A Justiça antiterrorista está encarregada do caso, que reacendeu na França a dolorosa lembrança do ano 2015 marcado, além do Charlie Hebdo, pelos muito mais letais atentados de 13 de novembro em Paris e uma sangrenta tomada de reféns em um supermercado judaico da capital francesa.

A redação da revista, que se mudou para um lugar secreto há quatro anos, foi alvo de novas ameaças após sua decisão de voltar a publicar caricaturas de Maomé em 2 de setembro, com motivo da abertura do julgamento./AFP

 

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