Suspeito de ataque em Boston lia sites extremistas

Tamerlan Tsarnaev, um dos suspeitos de ter atacado a maratona de Boston na semana passada, era um grande leitor de sites jihadistas e de propaganda extremista, informaram autoridades norte-americanas nesta terça-feira. O jovem de 26 anos morreu na sexta-feira durante um confronto com a polícia.

Agência Estado

23 de abril de 2013 | 14h17

Seu irmão, Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, continua internado no hospital com um ferimento a bala na garganta e foi acusado na segunda-feira por ter participado do ataque e pode ser condenado à morte.

As respostas ao interrogatório ao qual foi submetido foram escritas e levaram a polícia a acreditar que ele e o irmão foram motivados a realizar o ataque pelo extremismo religioso, embora aparentemente não tenham ligação com grupos terroristas importantes, informaram autoridades norte-americanas, que falaram em condição de anonimato.

As fontes disseram que tentam verificar as informações dadas por Tsarnaev e analisam suas comunicações por telefone e pela internet.

Nesta terça-feira, dois funcionários disseram que o irmão mais velho costumava visitar sites extremistas, dentre eles a revista Inspire, uma publicação em inglês, produzida por um afiliado da Al-Qaeda no Iêmen. A revista estimula pessoas sozinhas a realizarem ataques terroristas.

Dzhokhar Tsarnaev, estudante da Universidade de Massachusetts em Dartmouth, foi acusado por usar e conspirar para o uso de arma de destruição em massa. Ele também foi acusado de se unir a seu irmão na detonação de bombas feitas com panela de pressão que mataram três pessoas e feriram mais de 260 no dia 15 de abril. Os irmãos são chechenos étnicos provenientes da Rússia, que viviam nos Estados Unidos havia uma década.

O próximo passo no processo legal contra Tsarnaev deve ser o indiciamento, no qual promotores federais podem acrescentar mais acusações. Promotores disseram que esperam acusar Tsarnaev separadamente pelo assassinato de um policial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

A defensora pública Miriam Conrad, cujo escritório recebeu o pedido para representar Tsarnaev, pediu que dois advogados sejam indicados para o réu, "tendo em vista a magnitude do caso".

Tsarnaev não falou durante os procedimentos de segunda-feira, exceto para dizer "não" quando foi perguntado se poderia pagar um advogado. Ele concordou com a cabeça ao ser perguntado se tinha condições de responder algumas perguntas e se compreendera seus direitos. As informações são da Associated Press.

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