Mark Humphrey/AP
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Suspeito de ataque em Nashville estava no veículo que explodiu, diz a polícia

Investigadores compararam o DNA de homem com restos mortais achados ao lado de trailer detonado no centro da cidade no dia de Natal

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2020 | 18h00
Atualizado 27 de dezembro de 2020 | 20h03

NASHVILLE - Anthony Quinn Warner, um homem de 63 anos cuja casa foi alvo de autoridades de Nashville no sábado, 26, estava dentro do trailer que explodiu na manhã de Natal no centro da cidade. Três pessoas ficaram feridas e pelo menos 20 prédios foram atingidos. 

Os investigadores compararam restos mortais encontrados no local com o DNA de Warner, confirmando as suspeitas de que ele se explodiu com o veículo, disse o diretor do Tennessee Bureau of Investigation, David Rausch. A polícia disse que ainda estava investigando o motivo do incidente. 

De acordo com o jornal The Guardian, o homem teria desenvolvido uma paranoia sobre a tecnolgia 5G e, por isso, a explosão aconteceu na frente do prédio da AT&T, no centro de Nashville. Para ele, a banda larga de dados seria usada para espionar americanos.

Segundo o porta-voz do Departamento de Polícia de Metropolitan Nashville, Don Aaron,  as autoridades vasculharam, no sábado, 26, a casa de Warner em Antioquia, no Tennessee, localizada a cerca de 16 quilômetros a sudeste do local da explosão. Vários vizinhos já tinham dito ter visto um veículo semelhante ao que explodiu no quintal da casa de Antioquia meses antes do atentado.

Warner não era casado e raramente era visto fora de casa, segundo vizinhos.  Ele  viveu por anos com seus pais e, por algum tempo depois que seu pai morreu em 2011, ele permaneceu com sua mãe, Betty Christine Lane, antes de se mudar para uma casa próxima, disseram vizinhos. Ela não foi encontrada para comentar.

De acordo com Robert Warner, primo do suspeito, ele "gostava de telefones e eletrônicos” como o pai dele.  Robert disse que não falava com seu primo há cerca de dez anos e afirmou que muitos membros da família haviam perdido contato com ele.

 O homem já foi dono de uma empresa de alarmes e instalou uma série de câmeras de segurança em sua casa.

“Acho que posso descrevê-lo como um recluso”, disse Rick Laude, que mora perto da Warner desde 2010. “Você acenava para ele e ele respondia: Por que você está acenando para mim?”

Laude disse que viu Warner recebendo sua correspondência na semana passada e acenou para ele, mas, como sempre, ele  não retribuiu o gesto. / WP

 

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