Ettiene Laurent / Efe
Ettiene Laurent / Efe

Suspeito de ataque em Paris teria recebido treinamento de afiliada da Al-Qaeda

Contato de Said Kouachi, de 34 anos, com terroristas teria ocorrido em 2011, durante viagem ao Iêmen, segundo funcionário do alto escalão do governo dos EUA

O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2015 | 21h29

WASHINGTON - Um dos suspeitos pelo ataque contra a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, Said Kouachi, de 34 anos, viajou para o Iêmen em 2011 e recebeu treinamento de uma célula afiliada da Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês) antes de voltar para a França, afirmou nesta quinta-feira, 8, uma fonte do alto escalão do governo americano.

Ele teria passado "alguns meses" no país, onde recebeu treinamento para operar armas de pequeno porte e para melhorar sua pontaria, além de outras habilidades militares que aparecem nos vídeo divulgados na quarta-feira.

O treinamento de Said teria ocorrido em um período em que muitos outros jovens muçulmanos do Ocidente foram para o Iêmen, inspirados por Anwar al-Awlaki - clérigo nascido nos Estados Unidos -, que se tornou figura de destaque nas operações da AQAP.

O funcionário do governo americano também confirmou que tanto Said quanto seu irmão, Chérif Kouachi, estavam no banco de dados dos EUA que monitora terrorista conhecidos (ou possíveis terroristas), além de fazerem parte de uma lista que os proibia de voar para os EUA.
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Até o começo da noite desta quinta-feira, agentes da inteligência do setor de contraterrorismo dos EUA tentavam determinar se a AQAP teria ordenado o ataque contra o jornal. Até o momento, porém, não há indício de que os irmãos Kouachi foram instruídos pelo grupo ou faziam parte de célula terrorista na França.

Em uma edição recente da revista Inspire - utilizada pela AQAP para fazer propaganda - , porém, o grupo encoraja seus seguidores a atacarem alvos ocidentais que tenham insultado a fé islâmica. A revista também identificou o editor do Charlie Hebdo, Stéphane Charbonnier, cujo nome apareceu em uma matéria de duas páginas sob a manchete "Bullet a Day Keeps the Infidel Away - Defend the Prophet Muhammad" (Uma bala por dia mantém os infieis afastados - Defenda o profeta Maomé, em tradução livre). / NYT

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