BULENT KILIC/AFP
BULENT KILIC/AFP

Suspeito de ataque que matou 32 era turco com treinamento na Síria

Análises de DNA que poderão esclarecer a identidade dos autores do atentado ainda não estão prontas, segundo a polícia turca

O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2015 | 09h31

ANCARA - O suspeito do atentado suicida que matou 32 pessoas na segunda-feira em Suruç, no Curdistão turco, era um cidadão turco que viajou ilegalmente para a Síria no ano passado. Segundo a polícia turca, o suspeito, de 20 anos de idade e etnia curda, era da cidade de Adiyaman, estudava engenharia e tinha ligações com um suspeito de atacar uma manifestação pró-curda dias antes da eleição turca de 7 de junho.

O ataque a bomba em Suruç, que segundo autoridades foi realizado pelo Estado Islâmico, tinha como alvo um grupo de ativistas que planejava visitar a cidade síria curda de Kobane, sitiada por meses pelo Estado Islâmico até janeiro.

A mãe do jovem diz que ele deixou a Turquia há seis meses, sem que a família soubesse o que fez nesse período. Segundo o jornal Sabah,o suspeito teria passado por um campo de treinamento do EI na Síria, onde aprendeu a fabricar bombas.

De acordo com o jornal Hürriyet Daily News, o documento do jovem foi encontrado em um dos corpos não identificados no ataque.As análises de DNA que poderão esclarecer a identidade dos  autores do atentado ainda não estão prontas. 

A polícia acredita que a bomba utilizada no atentado, feita com dinamite e bolas de aço  para causar mais danos, foi fabricada por alguém que passou por treinamento em explosivos. O mesmo material foi usado no ataque contra a marcha curda em junho. 

Tanto o explosivo como os "itens extras" acrescentados pelo jihadista coincidem com as bombas usados no último dia 5 de junho em um comício eleitoral do partido turco pró-curdo HDP. / EFE e REUTERS

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