Courtesy WABC-TV via REUTERS
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Suspeito de ataques a bomba em Nova York e New Jersey é acusado formalmente pela Justiça

Ahmad Khan Rahami enfrenta quatro acusações que podem ter uma condenação máxima de prisão perpétua, entre eles o de usar uma arma de destruição em massa

O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2016 | 07h30

NOVA YORK, EUA - A procuradoria federal de Nova York indiciou formalmente na quarta-feira Ahmad Khan Rahami por oito acusações ligadas à colocação de várias bombas na cidade no mês de setembro. A explosão de uma delas deixou 30 feridos no bairro de Chelsea.

Rahami, um afegão naturalizado americano, espalhou explosivos em Nova York e em cidades do Estado vizinho de New Jersey, e foi detido no dia 19 de setembro após uma troca de tiros com policiais.

O procurador federal do distrito sul de Nova York, Preet Bharara, informou em comunicado que Rahami será submetido a um grande júri nos tribunais por seus supostos "atos violentos de terrorismo", em um processo conduzido pelo juiz Richard M. Berman.

O afegão é acusado de colocar duas bombas no bairro nova-iorquino de Chelsea no dia 17 de setembro, e outra na cidade de Seaside Park, no Estado de New Jersey. Rahami também responderá à Justiça por deixar outros cinco artefatos explosivos em uma estação de trem da cidade de Elizabeth, em New Jersey, no dia 18 de setembro.

Os incidentes ocorreram enquanto Nova York recebia mais de uma centena de governantes para uma cúpula da ONU sobre refugiados e para os debates de alto nível da Assembleia-Geral, que começaram no dia seguinte.

Embora a denúncia criminal contra o detido tenha sido apresentada no dia 20 de setembro, a acusação formal perante os tribunais federais foi realizada apenas na quarta-feira.

O processo judicial se atrasou em razão dos ferimentos que o detido sofreu no confronto que teve com a polícia na cidade de Linden, em New Jersey, em um tiroteio no qual dois agentes policiais também ficaram feridos.

Rahami enfrenta quatro acusações que podem ter uma condenação máxima de prisão perpétua, entre eles o de usar uma arma de destruição em massa, além de outras acusações com penas que vão de 20 a 30 anos de prisão. / EFE

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