AP/Peter Dejong
AP/Peter Dejong

Suspeito de ataques em Paris é indiciado por assassinato e terrorismo

Abdeslam foi transferido do hospital para a prisão e rejeitará extradição para a França

O Estado de S. Paulo

19 de março de 2016 | 14h02

BRUXELAS - Salah Abdeslam, o principal suspeito dos ataques de Paris, foi formalmente indiciado neste sábado de "por cometer assassinatos terroristas e de participação em atividades terroristas", informou a Promotoria belga.

Abdeslam e um segundo homem, identificado como Monir Ahmed Alaaj, devem ser levados a um juiz, que explicará as acusações que pesam sobre eles e autorizará uma prisão temporária por cinco dias.

Ele foi transferido neste sábado para uma prisão de segurança máxima. Abdeslam estava em um hospital de Bruxelas tratando um ferimento a bala na perna, ocorrido durante a operação que levou à sua captura na sexta-feira. Ele foi interrogado neste sábado e está colaborando com os investigadores belgas, mas tentará não ser extraditado para a França, disse seu advogado.

“Ele está cooperando com a Justiça belga”, disse seu advogado, Sven Mary, a repórteres do lado de fora da sede da polícia judicial, acrescentando que Abdeslam assumiu ter estado em Paris em 13 de novembro.

Seu irmão mais velho estava entre os militantes que mataram 130 pessoas naquela noite na capital francesa.

Mary acrescentou que Abdeslam, que nasceu e cresceu em Bruxelas com ascendência marroquina, mas tem nacionalidade francesa, recusa a extradição exigida pelo presidente francês, François Hollande, que estava em Bruxelas na sexta-feira. Segundo especialistas, a apelação somente fará com que ganhe tempo.

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve,disse neste sábado que a prisão de Abdeslam representa "um golpe importante contra a organização terrorista Estado Islâmico na Europa".

"As operações desta semana permitiram a detenção de vários indivíduos extremamente perigosos e determinados", declarou Cazeneuve ao deixar uma reunião do Conselho de Defesa francês, convocado por Hollande. "Salah Abdeslam terá que prestar contas de seus atos junto à Justiça francesa", acrescentou. Cazeneuve elogiou o "compromisso impecável das autoridades belgas e a boa cooperação dos serviços da França e Bélgica". /  REUTERS e EFE

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