AFP PHOTO / POLICE NATIONALE
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Hollande quer extradição de mentor dos ataques de Paris

Forças de segurança especiais da Bélgica feriram e prenderam  Salah Abdeslam em operação em distrito de Bruxelas

O Estado de S. Paulo

18 de março de 2016 | 14h09

BRUXELAS - O presidente da França, François Hollande, disse nesta sexta-feira, 18, que pedirá a extradição de Salah Abdeslam, preso mais cedo por autoridades belgas. Ele é procurado pela Justiça francesa pelos atentados de 13 de novembro em Paris.  Abdeslam foi ferido na perna e preso durante uma operação policial realizada nesta sexta-feira, 18, no distrito de Molenbeek, em Bruxelas.

As forças de segurança especiais da Bélgica iniciaram a nova ação com o objetivo de buscar Abdeslam. Os agentes trocaram tiros com o suspeito e chegaram até a lançar granadas na operação, confirmou a polícia à imprensa local.

Em entrevista coletiva conjunta com o premiê belga, Charles, Michel, Hollande disse não ter dúvidas de que a Justiça do país vizinho concederia o pedido em breve.  "Salah Abdeslam estava diretamente envolvido na preparação e na execução dos atentados", disse Hollande. 

O presidente francês também afirmou que os envolvidos nos atentados são muito mais numerosos que o pensado anteriormente. Ainda de acordo com Hollande, o risco de segurança para a França ainda é muito alto. 

O premiê belga considerou a prisão um "êxito na batalha contra o terrorismo" e destacou o trabalho intenso, minucioso e profissional das forças de seguranças belgas.

Prisão. O incidente ocorreu na Rua Quatre Vents, em Molenbeek, onde Abdeslam teria ficado ferido na perna, atingido por um dos tiros dos policiais, após ter se escondido em um imóvel acompanhado de outra pessoa.

 Michel, assim que soube das notícias sobre a operação antiterrorista, deixou às pressas a cúpula organizada pela União Europeia (UE) para firmar um acordo sobre a questão dos refugiados com a Turquia, e  se reuniu com Hollande.

Mais cedo, em entrevista coletiva após o término da cúpula da UE, Hollande disse que "há um vínculo entre a operação em curso e os atentados de Paris". Ele, no entanto, não quis dar detalhes para não interferir na ação da polícia.

A emissora pública RTBF afirmou que as forças de segurança já estavam monitorando o imóvel usado por Abdeslam e, em especial, "as idas e vindas de distintas pessoas".

A ação ocorreu depois de a perícia encontrar as impressões digitais de Abdeslam no imóvel que foi alvo de uma operação na última terça-feira no distrito de Forest, também em Bruxelas. Um suspeito de terrorismo foi morto e quatro policias ficaram levemente feridos. /EFE, AFP e REUTERS


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