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Suspeito de atentado em Boston é transferido para hospital de prisão

Família do acusado deixa o Daguestão e pai desiste de viajar para os Estados Unidos

O Estado de S. Paulo,

26 de abril de 2013 | 07h54

(Atualizada às 10h17) BOSTON, EUA - Dzhokhar Tsarnaev, um dos acusados de ter realizado o atentado à Maratona de Boston, foi transferido nesta sexta-feira, 26, para um hospital militar no Estado de Massachusetts. Segundo fontes militares, o jovem de 19 anos de origem chechena foi enviado para o Centro Médico Federal Devens, que fica a cerca de 65 quilômetros a noroeste de Boston.

"Confirmamos que Dzhokhar Tsarnaev foi transferido para as instalações  do departamento prisional de Massachusetts", disse o porta-voz da polícia Drew Wade.

Outro suspeito de ter executado o atentado, Tamerlan Tsarnaev, irmão de Dzhokhar, de 26 anos, morreu em confronto com a polícia na semana passada. Ontem, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, afirmou que os dois irmãos planejavam atacar a Times Square, em Manhattan, depois do atentado em Boston.

Bloomberg afirmou, citando declarações de Dzhokhar ao FBI, que a intenção dos irmãos ao roubarem um carro, após cometerem o ataque em Boston, era seguir para Nova York e explodir sete bombas. O plano não foi levado adiante porque eles se envolveram em um tiroteio com a polícia - no qual Tamerlan acabou morto.

Segundo a polícia, os irmãos buscaram informações sobre como construir as duas bombas que mataram três pessoas e feriram outras 164 na revista Inspire - publicação vinculada à rede terrorista Al-Qaeda criada pelo clérigo americano de origem iemenita Anwar al-Awlaki, líder da filial da rede no Iêmen,morto em um ataque de drones dos EUA em 2011.

Na Rússia, a família Tsarnaev deixou o Daguestão, região autônoma de maioria muçulmana. O pai dos irmãos, Anzor Tsarnaev, que cogitava de ir aos EUA acompanhar as investigações desistiu da viagem.

Em entrevista à rede de televisão CNN  na quinta-feira, a mãe dos irmãos, Zubeidat Tsarnaeva, insistiu na inocência de seus filhos e negou ter havido explosões em Boston. Para ela, foi tudo uma "armação".

É o que eu quero saber (o que ocorreu). Porque todo mundo está falando que isso é um show", afirmou. Ela disse que as imagens de sangue seriam, na verdade, tinta. Durante a entrevista, reconheceu a existência de vítimas. "Lamento por todas elas", afirmou.  

O serviço secreto russo acredita que  Zubeidat, acusada de roubo e destruição de propriedade nos EUA, também se aproximou de ideias islâmicas radicais. Tamerlan esteve no Daguestão no ano passado, depois de autoridades russas terem alertado o FBI sobre sua proximidade com o radicalismo, mas ele não foi detido e retornou aos EUA. / AP e REUTERS

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