AFP PHOTO / POLICE NATIONALE
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Suspeito de atentados em Paris quer ser extraditado ‘o mais rápido possível’

Advogado de Salah Abdeslam disse que ele não quis colaborar com os investigadores que foram visitá-lo na prisão. Além disso, ele teria dito que não tinha conhecimento sobre os ataques de Bruxelas

O Estado de S. Paulo

24 de março de 2016 | 09h19

BRUXELAS - O suspeito de ser o mentor dos atentados de Paris, Salah Abdeslam, preso na sexta-feira em Bruxelas, capital da Bélgica, quer ser extraditado "o mais rápido possível à França" e “se explicar”, indicou nesta quinta-feira, 24, seu advogado, Sven Mary. Ele ainda afirmou que seu cliente não quis colaborar com os investigadores que foram visitá-lo na prisão na terça-feira.

Na saída de uma audiência na Câmara do Conselho de Bruxelas, responsável pela fase de instrução da investigação penal, Mary afirmou que seu cliente - até pouco tempo o homem mais procurado da Europa -, lhe repassou esse desejo. Inicialmente, Abdeslam não gostaria de ser entregue às autoridades francesas.

"Salah Abdeslam me expressou seu desejo de partir para a França o mais rápido possível. Falei com o juiz de instrução, que não se opõe que ele saia da Bélgica", disse o advogado. Mary mencionou que Abdeslam não tinha conhecimento sobre os ataques que seriam realizados em Bruxelas.

A audiência na qual a Câmara do Conselho de Bruxelas deveria decidir sobre a manutenção de Abdeslam na prisão foi adiada para o dia 7 de abril, informou a Procuradoria Federal da Bélgica em nota.

O mesmo órgão também deve decidir sobre o prolongamento da prisão de Amine Choukri e de Abid Aberkane, que receberam Abdeslam no distrito de Molenbeek antes de ser detido, e de outros suspeitos de envolvimento com os ataques terroristas em Paris.

O suspeito está sendo mantido na prisão de segurança máxima de Brugges e se recupera "pouco a pouco" dos ferimentos sofridos durante sua detenção, quando levou um tiro no joelho. Forças especiais belgas dispararam para imobilizá-lo, de acordo com o advogado.

Mary foi agredido na quarta-feira por uma pessoa que o reprovou por defender Abdeslam. /EFE, REUTERS e AFP

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