Suspeito de chacina na França comete suicídio

O suspeito de um tiroteio que deixou oito pessoas mortas na reunião da câmara municipal da cidade francesa de Nanterre matou-se nesta quinta-feira, 28, jogando-se de uma janela da sede da polícia. Dezenove pessoas ficaram feridas no tiroteio, que aconteceu na quarta-feira de madrugada, ao final de uma reunião de seis horas para discutir o orçamento da cidade. Richard Durn, 33 anos, lançou-se de repente para a janela do quinto andar da sede da polícia em Paris, quando estava sendo interrogado, afirmou a polícia. Ele conseguiu desvencilhar-se dos dois agentes que tentaram empurrá-lo para dentro. "Os dois policiais tentaram segurá-lo pelas pernas, mas a determinação do homem, enlouquecido, que já estava com a maior parte do corpo para fora, tornou a tentativa vã", informou uma declaração da polícia. Os promotores abriram inquérito sobre a morte de Durn, assim como os ministérios da Justiça e do Interior. O ministro do Interior, Daniel Vaillant, afirmou que a morte do suspeito parecia-lhe um "sério caso de mal funcionamento" da polícia. "Posso afirmar que, se existirem provas de que a polícia agiu mal, haverá sanções", disse ele à emissora de televisão France-2. "Não há desculpas para este suicídio", disse a prefeita de Nanterre, Jacqueline Fraysse. "Pergunto-me o que eles estão fazendo na delegacia de polícia." Outra pergunta inquietante no caso é como Durn foi capaz de possuir armas, uma vez que tinha uma história de instabilidade mental. Vaillant afirmou nesta quinta-feira que, no momento da chacina, Durn não tinha uma autorização válida da polícia para possuir uma arma, pois sua licença havia expirado no ano 2000. No entanto, Durn tinha outra licença, concedida por uma federação de armas francesa, para praticar tiro em clubes de tiro recreativo. Na França, pessoas que querem obter permissão para ter uma arma precisam ter mais de 21 anos e fazer solicitação à polícia. Durn havia contado à mãe seu desejo de morrer - e de matar outros -, de acordo com as três cartas escritas antes do banho de sangue em Nanterre. Depois de ser dominado na sala da câmara dos vereadores, ele gritou: "Matem-me, matem-me!"

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