Suspeito de crime de guerra viaja à Haia para se entregar

O ex-chefe do Estado Maior do exército iugoslavo, Dragoljub Ojdanic, que é acusado por crimes contra a humanidade, viajou nesta quinta-feira para Haia, na Holanda, e irá se apresentar ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia. Ojdanic, de 61 anos, viajou acompanhado de sua esposa e de seu advogado. Com o comparecimento voluntário, Ojdanic pretende conseguir liberdade provisória até o início do julgamento. Ao embarcar em um vôo regular em Belgrado, o general disse "se sentir um herói" e que vai à Haia "para defender a honra do Exército e provar a minha inocência". Ojdanic foi acusado pelo TPI em maio de 1999 junto com o então ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic e outros três colaboradores por crimes cometidos durante a repressão aos separatistas albaneses na província sérvia de Kosovo. Milosevic, que responde ainda por genocídio na Bósnia e crimes contra a humanidade na Croácia, está sendo julgado pelo TPI desde fevereiro do ano passado. O ex-vice-primeiro-ministro iugoslavo, Nikola Sainovic, já fechou um acordo e deve se entregar em duas semanas. O TPI também pediu a extradição do atual presidente sérvio, Milan Milutinovic, e do ex-ministro do Interior sérvio, Vlajko Stojiljkovic, que se matou há duas semanas, depois que foi aprovada uma lei permitindo a extradição de suspeitos de crime de guerra para ser julgado pelo tribunal.

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