Suspeito de enviar cartas com veneno irá a tribunal 2ªF

Tupelo, Mississippi, 27 (AE) - Um homem detido no Estado norte-americano do Mississippi foi acusado neste sábado pela suposta fabricação e posse do veneno ricina, como parte de uma investigação do FBI sobre cartas contendo a substância, que foram enviadas ao presidente dos EUA, Barack Obama, e outras pessoas.

Agência Estado

27 de abril de 2013 | 18h53

A acusação foi anunciada após Everett Dutschke, de 41 anos, ser preso por agentes do FBI em sua residência, na cidade de Tupelo, por volta da meia-noite (horário local) deste sábado. Dutschke, que nega as acusações, deverá comparecer ao Tribunal Distrital de Oxford na segunda-feira. Se condenado, ele estará sujeito a cumprir prisão perpétua.

Antes da detenção, que ocorreu sem incidentes, a casa, empresa e veículos de Dutschke foram vasculhados pelo FBI nos últimos dias.

As cartas, que tinham traços de ricina, segundo testes de laboratório, foram enviadas no último dia 8 a Obama, ao senador Roger Wicker, do Mississippi, e para a juíza do Estado Sadie Holland, de 80 anos.

Em mensagem divulgada hoje, a advogada de Dutschke, Lori Nail Basham, disse que "as autoridades confirmaram" a prisão do suspeito e que não tem "nenhum comentário a fazer no momento". Recentemente, Lori afirmou que Dutschke estava "cooperando totalmente" com os investigadores.

A princípio, a suspeita do FBI recaiu sobre um imitador de Elvis Presley, mas as acusações acabaram sendo retiradas. Em seguida, a investigação se voltou para Dutschke, que tem ligações com o primeiro suspeito, com o senador e com a juíza. As informações são da Associated Press.

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