Suspeito de liderar cartel mexicano confessa 1,5 mil assassinatos

Jose Antonio Acosta Hernandez foi preso na sexta-feira é acusado de liderar grupo La Linea.

BBC Brasil, BBC

31 de julho de 2011 | 18h30

A polícia do México informou que o suspeito de ser líder de um cartel de tráfico de drogas preso na sexta-feira confessou ter ordenado o assassinato de 1,5 mil pessoas no Estado de Chihuahua.

O suspeito, Jose Antonio Acosta Hernandez, de 33 anos, também é suspeito de planejar o ataque que resultou na morte de uma funcionária do consulado americano e do marido dela em 2010 em Ciudad Juárez.

Segundo as autoridades mexicanas, Hernandez, também conhecido como El Diego, é um nome de importância dentro do cartel de Juárez.

Hernandez é acusado de ser o líder do grupo La Linea, cujos integrantes trabalham como matadores para o cartel de Juárez. Este cartel controla as rotas de tráfico de drogas de Ciudad Juárez para os Estados Unidos.

Ciudad Juárez, por sua vez, é considerada a cidade mais violenta do México, com mais de 3 mil assassinatos registrados em 2010. A cidade fica próxima da fronteira com os Estados Unidos.

Ataques

A polícia também acredita que El Diego foi o responsável pelo ataque com um carro bomba que matou quatro pessoas em Ciudad Juárez, o primeiro deste tipo.

O chefe da Polícia Federal e do esquadrão de combate às drogas, Ramon Pequeno, disse que Hernandez também admitiu ter mandado matar 15 pessoas, a maioria adolescentes, em uma festa em Ciudad Juárez em 2010.

O governo mexicano tinha oferecido uma recompensa de cerca de U$ 1,2 milhão (aproximadamente R$ 1,8 milhão) por informações que levassem à prisão de Hernandez.

Promotores americanos querem julgar Hernandez devido ao caso da morte em 2010 da funcionária do consulado americano em Ciudad Juárez, Lesley Enriquez, seu marido americano, Arthur Redelfs, e o marido de outra funcionária do consulado, Jorge Alberto Salcedo.

Eles foram mortos a tiros dentro de um carro depois de sair de um evento na cidade.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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