AFP PHOTO / POLICE NATIONALE
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Suspeito de ligação com atentados em Paris ficou em Bruxelas por 3 semanas antes de fugir

Salah Abdeslam ficou escondido em um apartamento de 14 de novembro, dia seguinte aos ataques, até 4 de dezembro, afirma jornal belga

O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2016 | 10h28

BRUXELAS - Um suspeito procurado por ligação com os ataques em Paris no ano passado se escondeu em um apartamento de Bruxelas por cerca de três semanas, disse o jornal belga La Derniere Heure (DH) nesta sexta-feira, 19, citando fontes próximas à investigação.

Salah Abdeslam, irmão de um dos homens-bomba de Paris, voltou para a Bélgica no dia seguinte aos ataques e é suspeito de ter ajudado a equipar os atiradores e suicidas que mataram 130 pessoas na capital francesa em 13 de novembro, além de poder ter participado diretamente das ações. Abdeslam esteve de 14 de novembro a 4 de dezembro no apartamento.

Imagens de câmeras de segurança em um posto de gasolina mostraram Abdeslam voltando de carro para a Bélgica um dia depois dos ataques. Ele escapou de ser preso quando a polícia francesa verificou seus documentos pouco antes de ele ser incluído na lista de suspeitos procurados. 

O DH descartou uma teoria, levantada pela emissora pública RTBF, de que Abdeslam teria escapado de um cerco da polícia belga no bairro de Molenbeek, em Bruxelas, escondido em um carro ou mesmo dentro de uma peça de mobiliário. "Naquele momento, Salah estava do outro lado da cidade, em Schaerbeek", noticiou o DH em sua edição desta sexta-feira. "E não foi por um período breve como se acreditava até agora, ele ficou lá por três semanas", acrescentou.

Segundo o jornal, a polícia realizou uma batida em 9 de dezembro no refúgio de Abdeslam e no local foram encontrados restos de DNA do suposto terrorista, plantas de peróxido de acetona - uma substância altamente explosiva que pode ser fabricada com produtos de uso doméstico - e três cinturões destinados ao transporte de explosivos. /EFE e REUTERS

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